
São Tomé, 11 mar 2025 (Lusa) — A ministra da Educação são-tomense denunciou hoje um alegado negócio de envio de estudantes para formação profissional em escolas de Portugal que “não têm condições mÃnimas” e prometeu medidas para “pôr cobro a essa situação”.
“Nesses últimos anos, a imagem de São Tomé e PrÃncipe tem-se degradado de uma forma que nós temos que pôr cobro a essa situação e responsabilizar as pessoas que enviam os estudantes, principalmente para Portugal […]. Alguns até, eu não tenho problemas em dizer, que fazem negócio com essa inscrição dos estudantes em formações profissionais. As escolas não têm condições mÃnimas nem de alojamento, nem dos materiais”, apontou Isabel Abreu.
A ministra de São Tomé e PrÃncipe falava no final de um encontro com representantes de associações, fundações e outras instituições e pessoas que têm promovido o envio de estudantes são-tomenses para Portugal.
A ministra da Educação admitiu que “tem havido muitos problemas com jovens estudantes no exterior do paÃs, principalmente aqueles que vão fazer formação técnica profissional” em Portugal.
A preocupação foi analisada no Conselho de Ministros da semana passada, que orientou a ministra da Educação a adotar medidas para o melhor seguimento destes processos.
“Os estudantes que vão não são preparados, não há nenhum encontro. Eles fazem inscrição e os pais também sacrificam, vendem tudo. Pouco que têm, eles compram termos de responsabilidade, compram bilhetes de passagem e os meninos vão”, apontou a ministra.
Isabel Abreu sublinhou que “nem todos concluem a formação para o regresso, nem tão pouco para o seu futuro”.
“Queremos estabelecer critérios para a saÃda doravante dos estudantes […]. Já criámos um gabinete do Ministério da Educação [em] que todos os processos passarão por cá”, adiantou Isabel Abreu.
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