
Bragança, 11 mar 2025 (Lusa) – O diretor da PolÃcia de Segurança Pública (PSP) considerou hoje que seria ideal conseguir aumentar em mais 3.500 a 5.000 os atuais 20 mil polÃcias, a concretizar num prazo de cinco a 15 anos.
O responsável falava à margem das comemorações dos 149 anos da PSP no distrito de Bragança, que decorreram nas instalações da PolÃcia na cidade brigantina.
“Temos neste momento cerca de 20 mil polÃcias, mais o pessoal técnico de apoio à atividade operacional. Para mim, falando a nÃvel pessoal, o ideal seriam os 25 mil. Penso que se atingirmos os 23.500 será um bom número. Mas isto só se consegue numa perspetiva de médio/longo prazo”, frisou LuÃs Carrilho no final da cerimónia, sublinhando também que Portugal é “um paÃs seguro”.
O superintendente especificou esse perÃodo entre “cinco, 10 a 15 anos”.
“Porque no nosso balanço social a idade dos nossos polÃcias tem vindo a aumentar. Como é que contrariamos esta tendência? Duplicando o número de entradas vis-à -vis o número de saÃdas. É muito fácil de dizer, muito difÃcil de executar”, reconheceu LuÃs Carrilho.
A PSP realizou, entre 21 de janeiro e 11 de fevereiro, um concurso para constituição de reserva de recrutamento para a admissão ao curso de formação de agentes destinado ao ingresso na carreira de agente.
Numa resposta enviada nessa data à agência Lusa, a direção nacional da PSP revelou que concorrem ao curso de agente 3.392 candidatos, mais 567 do que no ano passado, quando concorreram 2.825, mais 349 que em 2023 (3.043), mas menos 351 do que em 2022 (3.743) e menos 2.182 do que em 2021 (5.574).
O dirigente nacional adiantou esta terça-feira que ainda decorre a fase de seleção, de onde se espera que sejam escolhidos 800 candidatos para ingressar no curso que está previsto arrancar entre julho e agosto deste ano.
“Assim que a incorporação tiver sido feita, iremos abrir mais uma campanha para reserva de recrutamento, para entrarem outros tantos, ou aquele número que o Governo venha a aprovar”, detalhou LuÃs Carrilho.
Atualmente, estes cursos para ingressar na carreira de polÃcia têm a duração de nove meses.
“No nosso planeamento, o que queremos fazer é reduzir o tempo de formação, sem comprometer a qualidade da mesma. (…) Para que num intervalo de tempo de um ano consigamos duplicar [o número de polÃcias formados]. Mais uma vez, fácil de dizer, difÃcil de fazer. Porque também as instalações têm as suas limitações”, considerou LuÃs Carrilho.
Tudo isto só será possÃvel, reforçou o chefe da PSP, se continuar a haver inscrições de interessados, considerando “muito bom” o nÃvel de interessados neste último concurso.
Atualmente, para entrar na PSP a idade máxima é de 30 anos. A proposta em discussão é aumentar para os 35 ou 39 anos, se for militar.
“Temos de ser criativos. Porque, hoje em dia, com a expectativa de vida a aumentar e com as capacidades e a flexibilidade laboral na faixa etária entre os 20 e os 30 anos é muito importante que a PolÃcia se adapte aos tempos modernos e se abra também a pessoas que descubram a sua vocação ou que numa idade mais tardia queiram concorrer à PSP”.
O diretor deu mesmo como exemplo Espanha, Estados Unidos ou Austrália, onde não há limite de idades para ser polÃcia.Â
LuÃs Carrilho enumerou que entre a atividade da PSP está o policiamento de proximidade, atuação no sistema de segurança e de justiça ou o controlo de estrangeiros e fronteiras aeroportuárias internacionais, estes últimos que absorvem “recursos humanos muito vastos”.
“É uma carreira extremamente aliciante (…), tanto do ponto de vista nacional como internacional”, rematou o diretor nacional.
O salário-base em inÃcio de carreira, com variantes, onde se incluem, por exemplo, o Imposto sobre Rendimento para Pessoas Singulares (IRS) Jovem, é de cerca de mil euros.
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