
O silêncio tem sido mantido pelo Palácio de Buckingham, apesar dos persistentes ataques do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, à soberania canadiana.
Nos últimos meses, Trump tem intensificado as suas declarações sobre uma possÃvel anexação do Canadá aos EUA como o 51.º estado, sugerindo essa via como forma de evitar tarifas. O Canadá tem resistido, com os lÃderes federais e provinciais a reafirmarem repetidamente que tal não irá acontecer.
Embora o Rei Carlos III seja o chefe de Estado, de acordo com o Estatuto de Westminster, o monarca só pode atuar sob conselho do primeiro-ministro de cada domÃnio, que no caso do Canadá é Justin Trudeau.
Trudeau esteve em Londres, Inglaterra, no primeiro fim de semana de março, para uma cimeira de segurança sobre a Ucrânia, sendo o único representante de uma nação não europeia nas conversações sobre um possÃvel cessar-fogo. A 2 de março, o primeiro-ministro foi questionado sobre se gostaria que o Rei Carlos III se pronunciasse acerca da soberania canadiana.
O primeiro-ministro não respondeu diretamente, mas afirmou que, para o Canadá e para os canadianos, o mais importante é proteger a soberania e a independência do paÃs.
Entretanto, a 3 de março, Justin Trudeau teve uma audiência com o Rei Carlos III.
Numa publicação nas redes sociais, a famÃlia real partilhou uma fotografia da reunião em Sandringham House, sem divulgar detalhes especÃficos do encontro.
Trudeau regressou a Ottawa após a reunião, mas, até ao fecho desta peça, não foram divulgadas informações sobre o que foi discutido com o rei.



