
Lisboa, 26 fev 2025 (Lusa) — O diretor nacional da PolÃcia Judiciária (PJ) alertou hoje no parlamento que um estrangeiro detido “não é necessariamente um imigrante”, exemplificando com os detidos nos aeroportos por tráfico de droga a nÃvel internacional.
“Um imigrante é estrangeiro, mas um estrangeiro não é necessariamente um imigrante. As cadeias têm muita gente que é estrangeira, mas não é imigrante”, disse LuÃs Neves, que está a ser ouvido no Parlamento a propósito dos dados sobre criminalidade em Portugal.
Em audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, por requerimento da Iniciativa Liberal, que pediu “esclarecimentos sobre o real estado da criminalidade em Portugal”, LuÃs Neves disse também que a PJ tem dados sobre a nacionalidade de todos os detidos, mas a sua divulgação não é permitida.
“A PJ conhece a nacionalidade de todos os nossos detidos, mas não partilhamos [esses dados] porque não nos tem sido permitido partilhar”, explicou LuÃs Neves a propósito da questão da introdução da nacionalidade no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que tem sido discutida nos últimos tempos.
LuÃs Neves destacou ainda os crimes de homicÃdio e de violência doméstica, que representam uma elevada percentagem do total de crimes cometidos.
“Isto é uma vergonha nacional, estes crimes são cometidos na maioria das vezes por cidadãos nacionais”, acrescentou.
Na sua intervenção inicial, LuÃs Neves falou sobre alguns dos números relacionados com criminalidade violenta, referindo que “a partir de 2010 houve grandes picos de criminalidade violenta, que foram depois estabilizando até ao perÃodo da pandemia”.
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