
Luanda, 25 fev 2025 (Lusa) — O presidente do conselho da administração da Sonangol, petrolÃfera estatal angolana, disse hoje que as participações na Galp Energia e no Banco Millenium BCP continuam a ser estratégicas e para manter, destacando os resultados positivos alcançados.
Sebastião Gaspar Martins falava dos resultados alcançados pela empresa em 2024, durante uma cerimónia no âmbito do 49.º aniversário que a Sonangol completa hoje.
“(Temos indicações) que é para permanecer”, acompanhando o que é decidido em termos da estratégica da empresa, “mas (essas participações) têm dado resultados positivos, não temos dúvidas”, referiu o presidente da petrolÃfera angolana, lembrando que o BCP tem distribuÃdo dividendos, tal como a Galp.
“Para nós continua a ser um ativo a manter, não vemos razão pela qual sair”, disse Sebastião Martins, referindo-se a “momentos difÃceis” vividos “no caso particular do BCP”, cujas ações chegaram a um valor mÃnimo de pouco cêntimos “próximo de zero”, mas têm estado a valorizar chegando hoje a 0,57 cêntimos de euro.
“Nenhuma empresa que queira ter alguma receita se dá ao luxo de se desfazer desse ativo, portanto, ainda continua estratégico”, frisou Sebastião Gaspar Martins.
A Sonangol detém uma participação indireta na petrolÃfera portuguesa através da Amorim Energia, que controla 36,7% do capital da Galp, e é o segundo maior acionista do BCP, com uma participação de 19,49%.
Relativamente ao anúncio hoje feito pela Galp de mais uma descoberta de petróleo na vizinha República da NamÃbia, Sebastião Martins referiu que a Sonangol tem acompanhado o que está a ser feito, o que “tem servido para valorizar mais a Galp”.
“E se houver necessidades de investimento ela (a Galp) vai aproximar-se aos acionistas para ver que tipo de necessidades terá”, salientou.
Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, disse que há investimento no ‘upstream’ de Angola e espera que as descobertas na NamÃbia “algumas resultem em projetos”.
“Estou contente que isso aconteça, que algumas delas resultem em projetos, porque sabem que nem tudo vai resultar em projetos, portanto, não vamos ser tão eufóricos também, vamos pedir que aconteça algum sucesso como é usual nesta indústria para que os nossos irmãos da NamÃbia beneficiem também disso e nós também possamos beneficiar”, sublinhou.
Diamantino Azevedo disse que Angola tem estado a trabalhar com a NamÃbia para que a experiência angolana seja levada ao paÃs vizinho, “mas em termos económicos” para o bem do paÃs.
“O êxito deles será bom para nós também, mas aqui no nosso paÃs também tem havido investimentos”, reforçou.
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