
Beirute, 25 fev 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, prometeu hoje no parlamento um governo de reforma e de mobilização para a reconstrução do LÃbano após a ofensiva israelita que destruiu grande parte do sul do paÃs.
“O nosso governo esforçar-se-á por ser (…) um governo que inicia a reforma e se mobiliza para a salvação”, afirmou Salam na abertura da discussão do programa do executivo, citado pela agência espanhola EFE.
Salam disse ter consciência de que a reforma é o “caminho para a salvação” do LÃbano e prometeu “trabalhar rapidamente para reconstruir o que foi destruÃdo pela agressão israelita”.
Israel iniciou uma ofensiva contra o grupo xiita libanês Hezbollah em setembro passado, seguida de uma invasão do sul que terminou com um cessar-fogo no final de novembro.
A ofensiva visou travar ataques do grupo pró-iraniano contra o norte de Israel, depois de o exército israelita ter invadido Gaza após os atentados do grupo radical palestiniano Hamas em 07 de outubro de 2023.
Israel ainda mantém tropas no sul do LÃbano, apesar de o acordo de cessar-fogo prever que o exército libanês será responsável pela segurança junto à fronteira dos dois paÃses.
Salam disse também que vai tentar garantir o financiamento da reconstrução do LÃbano através de “um fundo especÃfico e transparente”.
O primeiro-ministro apelou constantemente para que seja recuperada a confiança do público, perdida durante as últimas décadas de corrupção no paÃs mediterrânico.
“Hoje, temos de corresponder à s expectativas do povo libanês de um Estado capaz, justo, moderno e eficaz, que lhe devolva a confiança”, afirmou.
Referiu que o governo está igualmente empenhado em tomar as medidas necessárias para libertar os territórios libaneses sob ocupação israelita e alargar a soberania do Estado a todo o LÃbano.
Para isso, prometeu recorrer a todas as capacidades nacionais, “incluindo a projeção do exército libanês ao longo das fronteiras internacionalmente reconhecidas do paÃs”.
A interferência de diferentes paÃses no LÃbano tem sido uma das questões mais polémicas no pequeno paÃs com 18 comunidades religiosas.
Salam afirmou que o novo governo será neutro na competição polÃtica entre partidos e grupos, sem que as quotas sectárias dominem as nomeações.
“As nomeações para altos cargos governamentais serão feitas com base no mérito e na competência, assegurando uma representação equitativa de cristãos e muçulmanos, sem atribuir cargos especÃficos a determinadas seitas”, afirmou.
Nawaf Salam concluiu o seu longo discurso afirmando que os libaneses estão “divididos há muito tempo”.
“O mundo não respeitará o LÃbano nem o levará a sério se não nos unirmos todos sob a sua bandeira”, acrescentou.
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