
Pequim, 10 fev 2025 (Lusa) — A China registou 6,1 milhões de casamentos em 2024, o número mais baixo desde que se iniciaram os registos, em 1980, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério dos Assuntos Civis.
O número representa um novo declÃnio, após uma recuperação em 2023, depois de anos consecutivos de contração, de acordo com o relatório estatÃstico do quarto trimestre de 2024, difundido pelo ministério.
Em 2023, foram registados 7,68 milhões de casamentos no paÃs asiático, em comparação com 6,83 milhões em 2022, um número que já era um mÃnimo histórico.
Especialistas chineses explicaram que o pico de 2023 poderá dever-se a fatores como a pandemia da covid-19, que levou a uma redução da interação pessoal entre homens e mulheres, resultando num efeito de adiamento das núpcias para depois do perÃodo pandémico.
De acordo com os especialistas, as razões para o declÃnio no número de registos de casamento desde 2014 incluem uma redução da população jovem, o desequilÃbrio de género na China, com mais homens do que mulheres entre a população jovem, o adiamento da idade do casamento, os custos elevados para casar e uma mudança de atitudes em relação ao casamento.
No 20.º Congresso do Partido Comunista Chinês, em 2022, o partido no poder sublinhou que o paÃs precisa de um sistema que “aumente as taxas de natalidade e reduza os custos da gravidez, do parto, da escolaridade e da educação dos filhos”.
A China registou um declÃnio da população em 2022, 2023 e 2024, as primeiras contrações desde 1961, quando o número de habitantes diminuiu em consequência do fracasso da polÃtica de industrialização do Grande Salto em Frente e da fome que se lhe seguiu.
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