
Lisboa, 30 jan 2025 (Lusa) — O presidente do Chega considerou hoje não haver “nenhuma razão plausÃvel” para que o chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro tivesse dados sobre agentes dos serviços de informações, e disse que levanta suspeitas de “espionagem polÃtica e judicial”.
“Não há nenhuma razão plausÃvel para que um chefe de gabinete de um primeiro-ministro possa dispor de informação relativamente a agentes do Estado que detêm e operam informações sensÃveis”, afirmou André Ventura.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o lÃder do Chega manifestou preocupação que António Costa possa ter tido acesso a informação sobre os partidos da oposição ou sobre “processos judiciais em curso que envolvem o seu Governo”.
“A existência, com nomes, moradas e identificação de titulares desses processos é uma machadada no Estado de Direito e levanta a feroz suspeita de espionagem polÃtica e judicial por parte do Governo de António Costa, que é agora o presidente do Conselho Europeu”, considerou.
André Ventura reiterou também que o Chega pediu a audição urgente no parlamento do secretário-geral do SIRP e do diretor nacional da PJ.
Em causa está a apreensão no âmbito da Operação Influencer, em novembro de 2023, de uma ‘pen-drive’ guardada num cofre do gabinete de trabalho do antigo chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro com a identificação e outros dados pessoais de centenas de agentes do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), PolÃcia Judiciária (PJ) e Autoridade Tributária (AT).
A informação foi avançada na quarta-feira pela revista Sábado e confirmada à Lusa por fonte oficial da PGR.
Segundo a publicação, VÃtor Escária alega que desconhecia o conteúdo da ‘pen-drive’ e que esta chegou ao Palácio de São Bento com o anterior chefe de gabinete, Francisco André.
Hoje de manhã, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, dissera já, à margem de uma visita à Comarca de Porto Este, em Penafiel, que seriam “ouvidas as pessoas necessárias” para ser descoberta a verdade.
Na quarta-feira, o advogado de António Costa, João Lima Cluny, disse à Lusa que o ex-primeiro-ministro, atual presidente do Conselho Europeu, desconhece “em absoluto do que se trata”.
Â
FM (IB) // SF
Lusa/Fim



