
Praia, 30 jan 2025 (Lusa) — O Governo de Cabo Verde constituiu uma equipa multissetorial para acompanhar as novas polÃticas migratórias da administração norte-americana, anunciou hoje a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, relativamente ao paÃs que tem a maior comunidade emigrada do arquipélago.
“Estamos a acompanhar aquilo que têm sido as novas abordagens que o Governo dos Estados Unidos vem imprimindo à sua polÃtica migratória”, referiu Miryan Vieira, em conferência de imprensa.
O Governo está a fazer “concertação, a nÃvel nacional, tendo já de pé uma equipa multissetorial para acompanhar todas as informações no que se refere à s polÃticas migratórias, porque têm um grande impacto em Cabo Verde”, acrescentou.
“A maior comunidade emigrada reside nos Estados Unidos”, apontou.
A governante referiu que quaisquer deportações, por exemplo, terão de obedecer a procedimentos, que incluem a comunicação entre autoridades dos dois paÃses e a defesa de direitos e da dignidade humana, entre outros aspetos.
A diáspora cabo-verdiana em todo o mundo, com 1,5 milhões de pessoas, representa o triplo da população residente nas ilhas e é uma dos pilares da economia do paÃs graças ao envio de remessas financeiras e apoios familiares.
Não se sabe quantos vivem em cada paÃs, mas o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) cabo-verdiano tem em curso um projeto de “mapeamento da diáspora”, apoiado pelo Banco Mundial e que já contou com três mesas redondas de apresentação, em São Tomé e PrÃncipe, Portugal e nos Estados Unidos, junto de comunidades na região de Boston.
O novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu, na sua tomada de posse, que vai expulsar “milhões e milhões” de imigrantes ilegais, medida que os especialistas consideram que irá afetar todo o cenário da migração global em 2025.
Numa das ordens executivas que assinou, foi restaurada a diretiva para deportar qualquer pessoa que não tenha documentos, independentemente do que tenha feito ou da situação familiar, sem critérios de prioridade. A agência ICE, autoridade para o efeito, poderá entrar em escolas, igrejas e hospitais para deter pessoas.Â
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