
Bagdad, 26 jan 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, transmitiu hoje ao ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, a sua disponibilidade para trabalhar com a Turquia para garantir a estabilidade do Médio Oriente, com especial enfoque na SÃria.
Na reunião que decorreu na capital do Iraque, Bagdad, os governantes “discutiram as relações bilaterais entre os dois paÃses e várias questões regionais e internacionais de interesse comum, sobretudo os desenvolvimentos na região e na SÃria”, informou o gabinete de imprensa de Mohamed Shia al-Sudani num comunicado.
Os dois governantes falaram sobre os últimos acontecimentos na SÃria, na Faixa de Gaza e no LÃbano, e salientaram a importância de respeitar o cessar-fogo em ambos os territórios.
O primeiro-ministro do Iraque manifestou ainda a sua disponibilidade para se coordenar com os paÃses da região — especialmente com a Turquia — para alcançar a estabilidade e garantir a segurança regional, sobretudo durante o processo de transição polÃtica na SÃria.
A Turquia é o principal apoiante dos insurgentes islâmicos sÃrios que derrubaram o Governo de Bashar al-Assad em novembro passado e, por sua vez, apoia milÃcias que lutam contra as autoridades curdo-sÃrias que controlam grande parte do leste da SÃria, com o apoio dos Estados Unidos.
O encontro de Hakan Fidan com Mohamed Shia al-Sudani acontece horas depois do encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Iraque, Fuad Hussein, no qual manifestaram o seu empenho na “luta contra o terrorismo” junto à s respetivas fronteiras com a SÃria.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, que prevê ainda visitar Erbil (capital do Curdistão iraquiano) apelou a esforços regionais conjuntos para lutar contra os combatentes curdos considerados fora da lei no Iraque e na vizinha SÃria.
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), movimento separatista classificado como “terrorista” por Ancara e pelos seus aliados ocidentais, trava uma luta armada contra o Governo turco desde a década de 1980 e mantém bases na região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, onde também estão instaladas bases militares turcas.
Ancara acusa igualmente as forças curdas na SÃria de serem uma extensão do PKK.
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