
Beja, 20 jan 2025 (Lusa) — As instalações do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) de Beja foram assaltadas hoje de madrugada, tendo sido levados 600 litros de azeite, num valor estimado de cinco mil euros, revelou hoje o presidente da instituição.
Em declarações à agência Lusa, o responsável do BACF de Beja, José Tadeu Freitas, lamentou que a instituição tenha ficado agora “sem azeite para entregar à s cerca de quatro mil pessoas que são apoiadas todos os meses”.
“Os assaltos são sempre maus, seja com quem for, mas para nós isto ainda é pior, porque é roubar a comida de quem precisa”, afirmou.
Segundo o presidente do BACF de Beja, o assalto terá ocorrido durante a última noite, já que, no domingo, um elemento da direção esteve no armazém e o alerta foi dado esta manhã por um voluntário, que ia iniciar a sua atividade.
O voluntário, adiantou o responsável, “verificou que a porta de trás tinha sido arrombada e que tinham roubado cerca de 600 litros de azeite, avaliados em cerca de cinco mil euros”.
José Tadeu Freitas salientou que o azeite furtado tinha sido doado recentemente por duas empresas da região e ainda se encontrava encaixotado, assinalando que, de acordo com os recibos de donativo, o produto estava avaliado em cinco mil euros.
“É um produto caro e muito necessitado, porque é um dos principais temperos no Alentejo e o óleo não é, para nós, considerado como um substituto, embora tenhamos algum, mas não temos também muito”, realçou.
Assinalando que o Banco Alimentar ficou sem azeite, o responsável alertou que, se não forem feitos donativos, os cabazes a entregar à s famÃlias apoiadas, até à próxima campanha de recolha de alimentos, em maio, não vão com este produto.
“O azeite que roubaram, com certeza, vai para o mercado e já deve estar a ser vendido num sÃtio qualquer”, disse.
De acordo com o presidente do BACF de Beja, os assaltantes terão usado os “carrinhos tipo de supermercado” que a instituição tem nas suas instalações para transportar o azeite entre o armazém e um veÃculo.
A PSP já esteve no local e está a investigar o caso, acrescentou.
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