
Os últimos comentários de Donald Trump sobre a anexação do Canadá aos Estados Unidos da América (EUA) está a suscitar inúmeras reações.
Não obstante a ameaça de implementação de tarifas sobre produtos importados pelos EUA ao Canadá, a ameaça de recurso à força económica para tornar o Canadá o 51.º Estado dos EUA é a nova preocupação em cima da mesa de negociações.
Alguns especialistas do comércio e da economia já se pronunciaram, referindo que se Trump cumprir com as suas ameaças não prejudicará apenas o Canadá, mas também o seu paÃs.
À semelhança de Trudeau, que defendeu que o Canadá nunca será um Estado dos EUA, também Pierre Poilievre e Jagmeet Sing comentaram esta impossibilidade.
Poilievre defendeu que o Canadá é um paÃs grande e independente, sublinhando os pontos a favor do Canadá na sua relação com o paÃs vizinho, nomeadamente com os biliões de dólares canadianos investidos na recuperação do 11 de setembro, o fornecimento de energia de qualidade a um preço abaixo do mercado e a troca comercial de produtos entre paÃses.
Por sua vez, Singh reforçou o orgulho canadiano na defesa do seu paÃs, apelando a Trump que tenha em consideração os empregos que poderão ser prejudicados com a concretização das ameaças do presidente eleito nos EUA.
Entretanto, Doug Ford voltou a pronunciar-se sobre as ameaças de Trump, defendendo que o melhor para ambos os paÃses era a união e trabalho conjunto, nomeadamente a nÃvel de uma possÃvel parceria energética.
Maxime Bernier, considerado lÃder da extrema direita no Canadá, também se pronunciou a favor de negociações conjuntas sobre as melhores soluções para os dois paÃses, ao invés da entrada em conflito com medidas drásticas e delirantes de Trump.
Estes novos comentários e troca de galhardetes surgem na sequência da demissão de Justin Trudeau a 6 de janeiro, permanecendo no cargo até à eleição de novo lÃder para o Partido Liberal. Ainda não foi oficializada nenhuma lista de candidatos ao lugar, mas Dominic LeBlanc já comunicou que não vai entrar na corrida, apesar de ser um dos nomes apontados.
Os parlamentares liberais agendaram uma reunião com foco na corrida pela liderança, a 8 de janeiro.
Além disso, Trudeau também anunciou que vai agendar uma reunião com os premiers do Canadá para discussão do plano federal de resposta a Trump. Os premiers entretanto reuniram entre si a 8 de janeiro.



