
Kiev, 28 nov 2024 (Lusa) – A força aérea ucraniana emitiu esta madrugada um alerta aéreo para todo o paÃs, dando conta de ataques com mÃsseis russos que visam várias regiões.
“Foi declarado um alerta aéreo em toda a Ucrânia devido a uma ameaça de mÃsseis”, escreveu a força aérea da Ucrânia na plataforma de mensagens Telegram.
A mesma fonte disse que os mÃsseis visam sobretudo as regiões do sul Odessa, Kherson e Mykolaiv.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse na quarta-feira que o conflito na Ucrânia está muito longe de ser solucionado, mencionando a situação militar.Â
“A julgar pelo que está a acontecer ‘no campo de batalha’, estamos ainda muito longe de uma solução polÃtica e diplomática para a crise”, disse o chefe da diplomacia russa ao jornal governamental Rossyskaya Gazeta.
Lavrov disse também que Washington e os “paÃses satélites” (paÃses aliados) “estão obcecados” com a ideia de infligir uma derrota estratégica à Rússia.Â
“Para se aproximarem deste objetivo ilusório estão dispostos a fazer muitas coisas”, considerou Lavrov.
Assim, Lavrov sublinhou que os ataques com mÃsseis contra o território russo constituÃram um novo passo no agravamento da situação.
“Todos os nossos avisos de que haveria uma resposta adequada a estas ações inaceitáveis foram ignorados”, afirmou.
No dia 19 de novembro, a Ucrânia lançou o primeiro ataque com mÃsseis ATACMS de longo alcance fornecido pelos Estados Unidos contra a região russa de Bryansk e, no dia seguinte, atacou a zona de Kursk com mÃsseis de fabrico britânico Storm Shadow.
A Rússia respondeu na quinta-feira da semana passada com o lançamento do mÃssil hipersónico (Oreshnik), um novo projétil balÃstico de médio alcance, contra uma fábrica de armamento na região ucraniana de Dnipro.
O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou recorrer a mÃsseis de nova geração se Kiev voltar a disparar mÃsseis contra o território russo.
A Ucrânia ignorou as ameaças de Putin e, no sábado e na segunda-feira, voltou a atacar com mÃsseis ocidentais de longo alcance alvos militares na região de Kursk, parte de cujo território está ocupado pelas tropas ucranianas desde o mês agosto.
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