
Bissau, 21 nov 2024 (Lusa) — A Liga Guineense dos Direitos Humanos responsabilizou hoje o Presidente do paÃs, Umaro Sissoco Embaló, “pela vida e integridade fÃsica” de vários dirigentes opositores detidos pela polÃcia na sequência de tentativa de manifestações nas ruas de Bissau.
Em comunicado enviado à Lusa, a Liga cita fontes familiares para denunciar “detenções ilegais” de alguns lÃderes polÃticos, nomeadamente Joana Cobdè Nhanca, presidente do Movimento Social Democrático (MSD), Vicente Fernandes, lÃder do Partido da Convergência Democrática (PCD), José Carlos Cá, presidente da Comissão PolÃtica do PAIGC num dos cÃrculos eleitorais de Bissau.
A Liga refere, ainda, ter sido informada por familiares da detenção de dois elementos do corpo de segurança do ex-primeiro-ministro Baciro Dja.
As detenções ocorreram quando membros da Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka) e da Aliança Patriótica Inclusiva (API- Cabas Garandi) tentaram sair à s ruas de Bissau numa passeata, entretanto, dispersada pela polÃcia com recurso a cassetetes e a granadas de gás lacrimogéneo.
Fontes do PAIGC indicaram à Lusa que também o porta-voz do partido, Muniro Conté, o secretário nacional, António PatrocÃnio Barbosa, o secretário para organização, Abdu Sambu, e o ex-deputado Wasna Papai Danfa estariam detidos na Segunda Esquadra de Bissau.
“Para além destas detenções, a Liga Guineense dos Direitos Humanos soube que mais de uma dezena de dirigentes polÃticos estão com paradeiro desconhecido e que as forças de segurança estarão a efetuar caça à s bruxas contra os opositores polÃticos”, refere a organização.
A Liga considera que as atuações da polÃcia que impedem ações de polÃticos de oposição “demonstram o medo do regime” e ainda representam “uma perigosa ameaça à democracia” na Guiné-Bissau.
“Estas detenções manifestamente ilegais, abusivas e criminosas, foram ordenadas pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, no âmbito dos seus esforços de destruir a democracia guineense e consolidar o seu regime ditatorial na Guiné-Bissau”, realça a Liga no comunicado.
A organização dirigida pelo jurista Bubacar Turé responsabiliza o Presidente guineense pela vida e integridade fÃsica de todos os cidadãos detidos nas ações ocorridas hoje em Bissau.
A Lusa está a tentar, até ao momento sem sucesso, contactar o Ministério do Interior e Ordem Pública.
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