Imigração: Estudantes internacionais perdem semestre de outono por atraso nos vistos

Foto: Pexels

Milhares de estudantes internacionais que deveriam estudar em três Colleges de Ontário estão a perder o semestre de outono, depois de Ottawa ter anunciado que o sistema de autorizações de estudo do Canadá seria mais rigoroso.

O Lawrence College em Kingston, Ontário, disse que esperava 1600 novos estudantes internacionais este outono, mas apenas 775 estão inscritos em cursos, uma vez que muitos tiveram dificuldade em obter os seus vistos a tempo.

O Mohawk College, que tem vários campus em diferentes cidades de Ontário, recebeu cerca de 1500 estudantes de outros países neste outono –  38% a menos do que no ano passado, segundo Katie Burrows, a vice-presidente para os estudantes internacionais.

Burrows acrescentou que o facto de não receberem as propinas previstas tem um impacto financeiro e atribuiu a diminuição de estudantes à preocupação  devido à nova política governamental.

Também o Conestoga College informou que 1.400 estudantes internacionais adiaram os seus programas de outono para o semestre de inverno.

Michael McDonald, diretor de relações governamentais e políticas dos Colleges e Institutos do Canadá, afirmou que os Colleges também manifestaram grande preocupação com a queda das inscrições de estudantes internacionais no próximo outono.

McDonald disse pensar que as alterações federais trouxeram incerteza para as escolas, que dependem fortemente das propinas dos estudantes internacionais, e para os potenciais estudantes, que estão a decidir se querem vir para o Canadá para continuar os seus estudos.

Brian-Paul Welsh, consultor de imigração da Northern Education Consultants

disse que o Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá já tinha sido criticado por não ter analisado os pedidos de visto com o cuidado que devia, o que mudou recentemente com todos os pedidos a serem analisados “minuciosamente para garantir que cumprem os critérios antes de serem aprovados”, disse.

O Governo de Ottawa anunciou em janeiro que iria exigir que as províncias emitissem cartas de atestado, sem as quais os estudantes internacionais não poderiam candidatar-se a um visto, e insiste que a limitação é necessária para estabilizar a crescente população de residentes temporários do país.