
O reinício das atividades parlamentares em Toronto e Ottawa deu-se no arranque da semana. Esta segunda-feira, dia 21 de outubro, foi de regresso ao trabalho para deputados provinciais e federais.
No parlamento provincial do Ontário a legislatura retomou a sua atividade após uma interrupção de verão de 19 semanas. O primeiro dia de regresso foi muito movimentado, com o anúncio de um projeto de lei destinado a resolver o problema dos engarrafamentos.
Em cima da mesa estavam a avaliação ambiental para a Autoestrada 413 e a exigência de que os municípios peçam autorização à província para instalar ciclovias, quando estas suprimirem uma faixa de tráfego automóvel.
Os partidos da oposição afirmam que alguns dos recentes comentários e anúncios do premier Doug Ford, como a ideia de escavar um túnel para o tráfego e o trânsito sob a autoestrada 401, são prova de que está mais concentrado em fazer campanha eleitoral do que em governar.
Já em Ottawa, o Parlamento regressou no meio de disputas partidárias e rumores sobre a liderança de Trudeau.
Os membros do Parlamento retomaram o debate sobre uma exigência dos conservadores de documentos sobre a despesa federal em projetos de tecnologia verde.
A questão dos privilégios quase paralisou os trabalhos da Câmara, numa altura em que os liberais tentam manter o controlo sobre um Parlamento minoritário cada vez mais dividido.
O líder do NDP, Jagmeet Singh, escreveu também uma carta ao Presidente da Câmara, Greg Fergus, solicitando um debate de urgência sobre as recentes alegações da RCMP de que membros do Governo da Índia estariam ligados a casos de assassínio, extorsão e coação no Canadá.
Para o primeiro-ministro canadiano, o regresso do parlamento começa com muitas especulações. Diversos meios de comunicação social referiram os planos de um grupo de deputados liberais para confrontar Trudeau devido à queda dos números das sondagens e às perspectivas eleitorais sombrias.
O primeiro-ministro também planeia mudar o seu gabinete para substituir quatro ministros que não tencionam concorrer novamente nas próximas eleições.
As eleições gerais estão previstas para outubro do próximo ano, mas poderão realizar-se mais cedo se os liberais perderem a confiança da Câmara.



