
Cidade do México, 03 out 2024 (Lusa) — Seis migrantes foram mortos pelo exército do México no sul do paÃs, numa estrada no estado de Chiapas, que faz fronteira com a Guatemala, anunciou o Ministério da Defesa mexicano.
Quatro migrantes morreram no local, enquanto outros dois morreram enquanto eram tratados no Hospital Geral de Huixtla, informou o ministério, na quarta-feira, sem especificar a nacionalidade das vÃtimas.
As seis vÃtimas viajavam numa caravana de três veÃculos num grupo de 33 migrantes no total “de nacionalidade egÃpcia, nepalesa, cubana, indiana e paquistanesa”, informou o ministério num comunicado.
Dez migrantes também ficaram feridos por disparos e foram transferidos diretamente pelo exército para o hospital, enquanto 17 saÃram ilesos, referiu o comunicado.
O ministério referiu que, na noite de terça-feira, os soldados detetaram, num troço de estrada entre os municÃpios de Villa Comaltitlán e Huixtla, um veÃculo “que circulava a alta velocidade” e que “ao avistar os militares se colocou em fuga”.
Dois soldados dispararam depois de terem ouvido detonações vindas da caravana, que incluÃa duas carrinhas semelhantes “à s utilizadas por grupos criminosos na região”, explicou o exército.
Os dois militares responsáveis pelos disparos foram suspensos e a justiça militar poderá ainda “proceder a investigações relativas à disciplina militar”, referiu o ministério.
O exército disse que notificou o Ministério Público mexicano “para que possa realizar os correspondentes trâmites legais e apurar responsabilidades”.
O Ministério da Defesa reafirmou o “compromisso de agir no estrito respeito pelo Estado de direito, no quadro de uma polÃtica de impunidade zero”, um dia após a tomada de posse da nova Presidente Claudia Sheinbaum.
Centenas de milhares de migrantes atravessam o México todos os anos, fugindo da pobreza e da violência nos seus paÃses de origem e tentando chegar aos Estados Unidos.
Ao longo do percurso, são frequentemente vÃtimas de crime organizado, de extorsão por parte das autoridades e de acidentes.
Muitos viajam escondidos em camiões sobrelotados e são sujeitos a maus-tratos por parte de traficantes de pessoas.
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