
Ponta Delgada, Açores, 29 set 2024 (Lusa) — O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, alertou hoje que prefere perder eleições a abdicar das suas convicções e reiterou, a propósito da negociação do Orçamento do Estado (OE), que o “tempo da tática polÃtica acabou”.
“Prefiro, para ser claro e frontal com todos vós, perder eleições a defender as nossas convicções e aquilo que achamos que é o melhor para o paÃs do que abdicar das nossas convicções para evitar eleições com medo de as perder”, afirmou.
O lÃder socialista falava no 19.º Congresso Regional do PS, que decorreu no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, Açores no dia seguinte à s declarações do Presidente da República (PR) sobre o processo negociar do Orçamento do Estado (OE) para 2025.
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o executivo “deve perceber que o interesse nacional é mais importante” do que o programa do Governo e “não ser inflexÃvel”, alertando que, caso contrário, a decisão passará para “o terceiro partido”.
Hoje, Pedro Nuno Santos defendeu que o “voto dos portugueses tem de ser respeitado” e reiterou que “o tempo da tática polÃtica acabou”.
“Uma viabilização do por parte do PS tem consequência. Não podia deixar de ter. Eu sei, mesmo cá dentro, há quem ache que devÃamos viabilizar sem ver, mas para isso tinham de ter um secretário-geral diferente. Nós não viabilizamos OE sem ver. Era o que faltava”, reforçou.
O lÃder socialista salientou que o PS “não quer fazer o Orçamento” e insistiu na retirada o IRS Jovem e da baixa do IRC na proposta do Governo.
“Não queremos sequer 50% do Orçamento. Não queremos desenhar um OE a meias com quem governa. Quem governa tem de apresentar o OE e a posição tem de fazer o juÃzo, a análise e a avaliação”, vincou.
No sábado, o chefe de Estado sublinhou que, “sobretudo num Governo minoritário”, como é o executivo PSD/CDS-PP liderado por LuÃs Montenegro, “o programa do Governo tem de se tornar flexÃvel”, estendendo o conselho ao lÃder da oposição que, aconselhou, “tem de fazer um esforço em relação aos princÃpios que seriam ideais”.
“Se não fazem um esforço, sobra a responsabilidade para quem desempatar? Para o terceiro partido, quem vai desempatar é o terceiro partido, se o primeiro e o segundo não se entendem”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa referência ao Chega.
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