
Lisboa, 18 set 2024 (Lusa) – O secretário-geral do PS disponibilizou-se hoje para “apoiar o Governo naquilo que for necessário” no combate aos incêndios, designadamente alterações legislativas, e considerou que este ainda não é o tempo para se tirarem ilações polÃticas.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, Pedro Nuno Santos defendeu que “este é o momento de união, de unidade” e não de se fazer “crÃticas ao Governo”, salientando que devem estar todos mobilizados “no combate aos fogos, no apoio à s populações”.
“Aproveito para disponibilizar o PS para apoiar o Governo naquilo que for necessário e disponibilizar também o PS para as alterações legislativas e polÃticas que vierem a concluir-se ser necessárias”, afirmou.
O lÃder do PS referiu que “muita coisa foi feito no passado, por diferentes governos, que correram bem, muitas outras coisas correram mal”, acrescentando que é preciso “fazer a cada momento a avaliação crÃtica” e “ter a capacidade de repensar”.
“É muito importante um consenso alargado e o PS está disponÃvel para esse consenso com o Governo”, disse.
Questionado se considera que o Governo tardou em reagir aos incêndios, Pedro Nuno Santos respondeu: “Nós não vamos fazer aquilo que o PSD fez em 2017”.
“Este não é o momento para estarmos a fazer crÃticas ao Governo. (…) Nós temos muitas perguntas para fazer, mas essa não é neste momento a nossa preocupação. A nossa preocupação é estarmos focados – com toda a população, bombeiros, autoridades polÃticas – no combate aos incêndios e é só nisso que neste momento queremos estar focados”, referiu.
Pedro Nuno Santos salientou que, “no momento certo”, irá avaliar as medidas que foram entretanto adotadas pelo Governo, mas referiu que agora o importante é “ter o paÃs unido a enfrentar esta catástrofe”.
O secretário-geral do PS considerou que, “infelizmente e erradamente”, em 2017, se procurou fazer a “avaliação crÃtica” e o “combate polÃtico” enquanto decorria o combate aos incêndios, numa alusão aos pedidos de demissão do PSD da então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.
“Nós não estamos a pedir a cabeça de nenhum ministro, como aconteceu em 2017. É importante que os polÃticos assumam as suas responsabilidades, obviamente – como aliás dizia o atual lÃder do PSD na altura -, mas chegará esse momento. Este não é esse momento”, disse.
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