
Carnaxide, Lisboa, 16 set (Lusa) — O primeiro-ministro avisou hoje que o paÃs vai viver “horas difÃceis” nos próximos dias devido aos incêndios e apelou a que todos cumpram as instruções das forças de segurança e dos bombeiros.
LuÃs Montenegro falava à comunicação social na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tendo ao seu lado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, onde recusou que tenha havido atrasos quer na ativação do mecanismo europeu de proteção civil quer no corte de estradas.
“Nós vamos passar horas difÃceis nos próximos dias, temos de nos preparar para isso e temos de nos juntar para isso”, avisou o chefe do Governo.
Dizendo querer deixar uma palavra de “tranquilização possÃvel e de serenidade ao paÃs”, Montenegro fez um apelo para que todos cumpram as instruções das forças de segurança e dos bombeiros.
“Às vezes elas colidem com a vontade e com os Ãmpetos mais diretos das pessoas, mas é para o bem delas e para todos os outros Aquilo que ainda hoje foi necessário fazer para desbloquear vias de comunicação e pessoas que estavam a ficar encurraladas em estradas, deve ser evitado ao máximo”, afirmou.
Questionado se, depois dos grandes incêndios de 2017, não seria possÃvel ter evitado situações de pessoas cercadas pelo fogo estradas, o primeiro-ministro respondeu que “não vale a pena arranjar polémicas onde elas não existem”.
“Quando há fogos e quando há avanços, como houve, repentinos, há sempre situações de limite e de dificuldade. Estou muito à vontade, porque hoje estive numa dessas zonas e tive a ocasião, eu próprio, de falar várias vezes com a ministra da Administração Interna, de falar com o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, de falar com todos os presidentes de Câmara”, revelou.
Montenegro disse ter pedido, nesses contactos, “toda a colaboração e empenho para que as forças de segurança” pudessem evitar situações de perigo em vias de comunicação e que outras pessoas fossem retiradas dos locais onde estavam.
“Isso aconteceu e, portanto, funcionou. Sinceramente, acho que não é adequado estarmos agora a polemizar uma situação que funcionou. Dir-me-á, podia ter acontecido uma tragédia? Ai, isso pode e amanhã vamos continuar a ter essa iminência. Temos de ser verdadeiramente prudentes”, disse.
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