
Bissau, 12 set 2024 (Lusa) — O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, defendeu hoje que recordar AmÃlcar Cabral, fundador da nacionalidade, significa evocar a “mais importante figura da história polÃtica” do paÃs, cujo centenário de nascimento se celebra hoje.
Sissoco Embalo defendeu esta ideia num discurso, no Quartel-General das Forças Armadas, em Bissau, nas celebrações do centenário de AmÃlcar Cabral que, disse, irão decorrer até final do ano.
Nesse âmbito, será celebrado o dia da nacionalidade, a 24 de setembro e o 60.º aniversário da criação das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP).
Embaló afirmou ter o prazer de anunciar as celebrações do centenário de Cabral, que aos 36 anos, em 1960, interrompeu a sua vida profissional “para se entregar à luta pela libertação e independência” da Guiné-Bissau e Cabo Verde.
“Recordar AmÃlcar Cabral significa evocar a mais importante figura da história polÃtica da Guiné-Bissau. O homem que a primeira Assembleia Nacional Popular, reunida nas Colinas do Boé, a 24 de setembro de 1973, atribuiu o tÃtulo de fundador da nossa nacionalidade”, enfatizou o Presidente guineense.
Antes de proferir o discurso perante uma parada militar, membros do Governo e corpo diplomático convidado, Sissoco Embaló depositou uma coroa de flores no mausoléu onde repousam os restos mortais de AmÃlcar Cabral.
Embalo aproveitou a cerimónia para agraciar o embaixador da Guiné-Conacri, em Bissau, com a medalha AmÃlcar Cabral, a mais alta distinção do Estado guineense.
A distinção “é o reconhecimento” dos apoios que a Guiné-Conacri prestou ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fundado por Cabral e que teve aquele paÃs como “território de retaguarda”, notou Sissoco Embaló.
O chefe de Estado guineense destacou as várias qualidades de AmÃlcar Cabral, nomeadamente “o seu contributo para o desenvolvimento das ciências sociais” o que, frisou, lhe valeu distinções ainda em vida por diferentes instituições académicas mundiais.
Umaro Sissoco Embaló destacou que Cabral se definia como “um simples africano que quis saldar a sua dÃvida para com o seu povo e viver a sua época”, embora tenha tido outras qualidades, disse.
“AmÃlcar Cabral cresceu e afirmou-se como homem polÃtico, cujas dimensões de lÃder do Movimento de Libertação Nacional, de estratega militar e de teórico revolucionário, contribuÃram para a sua reconhecida projeção internacional”, enalteceu.
O Presidente sublinhou que, embora Cabral não tenha vivido muitos anos, por ter sido assassinado a 20 de janeiro de 1973, em Conacri, aos 48 anos, foi tempo suficiente para lutar pela independência de dois paÃses.
“A conquista da independência pelos povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde ficará para sempre associada ao nome de Cabral”, afirmou Embaló.
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