
Castelo e Vide, Portalegre, 01 set 2024 (Lusa) — O primeiro-ministro defendeu hoje a escolha de Maria LuÃs Albuquerque para comissária europeia e afirmou que, em Portugal, “os pais e as mães” das polÃticas de austeridade impostas externamente foram sempre governos do PS.
“Se há coisa que os portugueses sabem é que, em Portugal, os ‘troikistas’ são os socialistas. A história está mais do que ilustrada, sempre que houve ‘troika’ em Portugal os pais e as mães das polÃticas de austeridade que as ‘troikas’ trouxeram foram os governos do PS. É factual, não é sequer suscetÃvel de oposição”, disse LuÃs Montenegro, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens.
O presidente do PSD e primeiro-ministro respondia à s crÃticas da esquerda pela escolha da ex-ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho para comissária europeia, considerando que é um exemplo da “desorientação” da oposição, que também acusa o Governo PSD/CDS-PP de ser eleitoralista.
“Então se fosse eleitoralista ia buscar um rosto da ‘troika’? Isso seria contraditório entre si”, disse, considerando que ambas as acusações “são mentira”.
Numa intervenção de cerca de 40 minutos, Montenegro estendeu a crÃtica de desorientação da oposição ao tema das presidenciais, que incluiu na moção de estratégia global com que se recandidata à liderança do PSD.
“Vieram dizer que o presidente PSD teve outra manobra, de desviar as atenções para as eleições presidenciais”, afirmou, considerando que só por “desonestidade, distração ou imaturidade” se critica a inclusão deste tema numa moção que tem por horizonte os próximos dois anos, já incluindo as presidenciais de janeiro de 2026.
Montenegro ironizou que estranho seria se se apresentasse às eleições internas no PSD marcadas para sexta-feira sem dizer qual a sua estratégia para os próximos atos eleitorais.
“Haja bom senso, encarem-se as coisas com a naturalidade que têm. Está lá escrito que as candidaturas que nós podemos vir a apoiar não vão nascer no PSD, está lá dito vamos olhar para a disponibilidade de pessoas nossa área polÃtica, preferencialmente nossos companheiros, porque temos quadros no nosso partido para exercer condignamente esta função”, afirmou.
A este propósito, o lÃder do PSD aproveitou para destacar a isenção e imparcialidade do atual e anterior Presidente da República, antigos lÃderes do partido, Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva.
“Podem acusá-los de muita coisa mas há uma que não podem é pôr em causa a sua isenção e a sua imparcialidade e a forma como nunca, nunca, nunca favoreceram o partido de onde vinham”, afirmou.
Na moção de estratégia global de LuÃs Montenegro, refere-se que o PSD irá aguardar pela disponibilidade de “militantes do partido com apetência e qualificação pessoal e polÃtica para o cargo”.
A moção defende que há nos quadros do PSD “militantes com notoriedade e conhecimento profundo e transversal do paÃs, das polÃticas públicas, das instituições democráticas e cÃvicas, da realidade geopolÃtica internacional, da participação na Organização das Nações Unidas, na União Europeia, na Nato, na CPLP”.
Ainda assim, ressalva-se que a opção apoiada pelo PSD será “necessariamente abrangente e merecedora da confiança de eleitores de outras áreas polÃticas ou sem vinculo de identidade polÃtica pré-definida”.
“Uma candidatura dirigida a todos os portugueses sem exceção ou discriminação”, refere o texto.
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