
Buenos Aires, 07 ago 2024 (Lusa) – A Argentina reconheceu hoje Edmundo González Urrutia, candidato da oposição ao Governo de Nicolás Maduro, como o “vencedor indiscutÃvel” das eleições realizadas na Venezuela em 28 de julho.
“A República da Argentina, tal como havia adiantado no comunicado oficial emitido a 02 de agosto, conclui de forma inequÃvoca que o vencedor indiscutÃvel das eleições presidenciais que tiveram lugar na Venezuela a 28 de julho é Edmundo González Urrutia. O povo venezuelano manifestou-se maioritariamente a favor da sua candidatura e a vontade do povo deve ser respeitada”, refere-se no comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
O Ministério declarou, a 02 de agosto, que estava a seguir “com extrema atenção e preocupação os acontecimentos na Venezuela, a fim de fazer uma declaração definitiva”, retificando assim uma mensagem anterior da chefe do ministério, Diana Mondino, que reconhecia Edmundo González Urrutia como o “legÃtimo vencedor e Presidente eleito”.
No seu último comunicado, emitido hoje, a diplomacia argentina condenou “a apresentação de acusações criminais contra o candidato presidencial vencedor e o principal lÃder da oposição, bem como a detenção arbitrária de figuras importantes dos partidos polÃticos da oposição, jornalistas e trabalhadores da imprensa”.
Por outro lado, reiterou o pedido de “pronto restabelecimento” do fornecimento de eletricidade na residência oficial da embaixada argentina em Caracas, que, denunciou, está “interrompido há mais de uma semana”.
Seis polÃticos opositores ao Governo de Maduro estão alojados na embaixada desde março. Após a saÃda dos diplomatas argentinos da Venezuela, expulsos pelo Governo local, estes foram colocados sob custódia brasileira.
Na terça-feira, o Governo argentino disse, através do seu porta-voz, Manuel Adorni, que não estava “em condições de proclamar qualquer vencedor”, porque estava à espera de “ter todos os elementos necessários para o poder fazer”.
“Temos requerentes de asilo lá, agora sob custódia de outros paÃses, e temos de ser muito cuidadosos, para além do que consideramos ter acontecido na Venezuela”, acrescentou.
Além disso, considerou “interessante” a possibilidade de realizar uma cimeira latino-americana sobre a situação na Venezuela após as eleições, embora tenha reconhecido que tal não está “previsto nem excluÃdo”.
Posteriormente, o Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, informou na sua conta na rede social X que tinha pedido ao seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Javier MartÃnez Acha, que falasse com os seus homólogos da região para os convidar para um conclave no paÃs centro-americano para abordar a questão da Venezuela e “tentar mais ações para apoiar a democracia e a vontade popular” na nação governada por Maduro.
Como grande parte da comunidade internacional, a Argentina considerou uma fraude o resultado validado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que deu a vitória ao atual Presidente, Nicolás Maduro, para o seu terceiro mandato consecutivo de seis anos no poder.
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