
Cairo, 06 ago 2024 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros libanês, Abdullah Bou Habib, apelou hoje a um maior apoio económico e polÃtico árabe ao seu paÃs, perante um possÃvel prolongamento da guerra no Médio Oriente.
Numa conferência de imprensa no Cairo, ao lado do seu homólogo egÃpcio, Badr Abdelatty, Bou Habibi agradeceu os “contactos para evitar uma escalada” e pediu que o Egito “continue a apoiar o LÃbano no que está por vir”, especialmente fornecendo um ‘guarda-chuva’ de proteção árabe ao LÃbano “face aos planos agressivos de Israel para prolongar a guerra”.
O chefe da diplomacia libanesa mostrou-se confiante de que alcançar uma trégua em Gaza será “o primeiro passo para proteger toda a região das repercussões de uma guerra abrangente”.
“Quando Israel bombardeava apenas o LÃbano, falámos com o Hezbollah (grupo xiita libanês) para uma resposta que não levasse a uma guerra, mas agora e depois da extensão dos ataques israelitas no Iraque e em Teerão (…) a decisão já não é só libanesa”, argumentou o ministro libanês.
Bou Habib lamentou as repercussões económicas da escalada do conflito no LÃbano, e criticou os paÃses que pediram aos seus cidadãos que abandonassem aquele paÃs face a uma possÃvel resposta do Irão e do Hezbollah ao recente assassinato do lÃder do Hamas em Teerão e do principal comandante do grupo xiita em Beirute.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros egÃpcio reafirmou o apoio e solidariedade do seu paÃs para com o LÃbano e assegurou que o Cairo não poupará esforços e “continuará a trabalhar com os seus parceiros regionais e internacionais para travar a escalada”.
Abdelatty condenou a “polÃtica de assassÃnios” e a “falta de respeito pela soberania dos paÃses”, referindo-se ao assassinato do lÃder polÃtico do grupo islamita palestiniano Hamas, Ismail Haniyeh, na passada quarta-feira em Teerão.
Este assassÃnio ocorreu um dia depois da morte do principal lÃder militar do Hezbollah, Fuad Shukr, num bombardeamento israelita no sul de Beirute, num ataque assumido pelo Estado judaico.
Depois de alertar que “esta polÃtica só levará a mais violência, e a um possÃvel descontrolo da situação”, Abdelatty garantiu que o Cairo continuará os seus “intensos contactos” com os Estados Unidos e o Qatar — outros mediadores na guerra de Gaza — “para evitar uma guerra regional”.
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