
Pequim, 01 ago 2024 (Lusa) — As fortes chuvas que caÃram na provÃncia de Hunan, no centro da China, afetaram mais de 1,2 milhões de habitantes desde a passada quinta-feira, altura em que o tufão Gaemi atingiu o paÃs asiático.
As autoridades locais informaram hoje que a área das culturas danificadas pelo Gaemi atingiu 127.000 hectares e que um total de 96.500 pessoas foram retiradas para um local seguro.
O centro de emergência aérea da provÃncia enviou quatro helicópteros para participar nas operações de salvamento na cidade de Zixing, uma das zonas mais afetadas pelas chuvas, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.
Em Zixing, pelo menos quatro pessoas morreram no passado fim de semana e três estão ainda desaparecidas em consequência das fortes chuvas.
Entre sexta-feira e segunda-feira passadas, Zixing registou uma precipitação média de 410 milÃmetros, atingindo um máximo de 673,6 milÃmetros em algumas zonas e registando uma intensidade máxima de 132,2 milÃmetros por hora.
Na cidade de Yuelin, também em Hunan, 15 pessoas morreram no fim de semana passado num deslizamento de terras provocado pelas fortes chuvas.
Atualmente, a provÃncia, que tem cerca de 66 milhões de habitantes, mantém uma resposta de emergência de nÃvel II para as inundações e de nÃvel III para as catástrofes geológicas.
Desde meados de junho, Hunan tem registado as chuvas mais intensas do ano, com recordes históricos locais em algumas regiões.
Nos últimos verões, as catástrofes meteorológicas causaram grandes estragos no paÃs asiático: os meses de verão de 2023 foram marcados por inundações em Pequim que causaram mais de 30 mortos, enquanto em 2022 várias ondas de calor extremas e secas atingiram o centro e o leste do paÃs.
Em julho de 2021, chuvas de uma intensidade que não se via há décadas fizeram cerca de 400 mortos na provÃncia de Henan, no centro do paÃs, que o Governo chinês atribuiu a uma “falta de preparação e de perceção dos riscos” por parte das autoridades locais.
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