
Manchas de relva, outrora cobertas por tendas, reapareceram no King’s College Circle, na quarta-feira, 3 de julho, quando os manifestantes pró-palestinianos da Universidade de Toronto (U.T.) se retiraram antes de um prazo imposto pelo tribunal.
Os manifestantes deixaram uma mensagem, pintada com spray, “We will return”, na relva.
Mohammad Yassim, porta-voz do Occupy U of T, declarou que iriam abandonar o acampamento antes do prazo limite das 18 horas para proteger a sua comunidade de potenciais ações da universidade.
“Estamos a sair nos nossos termos para proteger a nossa comunidade da violência que a Universidade de Toronto está claramente ansiosa por desencadear sobre nós”, disse Yassim. Acrescentou que a sua ocupação durante o perÃodo das convocatórias de verão foi uma “vitória maciça”.
O Presidente da U of T, Meric Gertler, manifestou o seu alÃvio pelo facto do protesto ter terminado pacificamente e afirmou que os membros da comunidade podiam continuar a exercer o seu direito à liberdade de expressão e ao protesto legal.
Um juiz do Ontário concedeu uma injunção à universidade na terça-feira, 2 de julho, exigindo a remoção de todas as estruturas, tendas e bens pessoais até à s 18 horas do dia 3 de julho. O juiz Markus Koehnen sublinhou que os proprietários geralmente decidem o que acontece na sua propriedade e que, sem a aplicação da lei, qualquer grupo poderia potencialmente assumir o controlo, provocando o caos. A ordem permite que a polÃcia prenda e remova qualquer pessoa que a desafie, embora não impeça os protestos no campus, apenas o acampamento noturno ou a construção de estruturas.
A polÃcia de Toronto, encarregue de fazer cumprir a ordem, instou os manifestantes a saÃrem voluntariamente, avisando que a desobediência à ordem do tribunal e a obstrução ao trabalho da polÃcia são infracções criminais com consequências graves a longo prazo. À medida que o prazo das 18h00 se aproximava, a polÃcia reiterou o aviso, sublinhando a possibilidade de remoção forçada, ação disciplinar da universidade e processo por invasão de propriedade se o acampamento não fosse desocupado.
Os manifestantes, que montaram o acampamento a 2 de maio, exigiam que a universidade revelasse e desinvestisse em empresas que lucram com as ações de Israel em Gaza. A decisão do tribunal refere que a universidade tem procedimentos para considerar os pedidos de desinvestimento e ofereceu aos manifestantes um processo acelerado.



