
Lisboa, 02 jul 2024 (Lusa) — O presidente do Chega acusou hoje o primeiro-ministro de arrogância por dizer que o Governo não vai colocar mais dinheiro na proposta para as forças de segurança e reforçou o apelo para que os polÃcias se manifestem.
“O primeiro-ministro de Portugal, que prometeu resolver um problema que o anterior Governo criou, diz ao paÃs, como que em desafio, como que em soberba, como que em arrogância, que não dará nem mais um cêntimo nem à s polÃcias nem à s forças de segurança. Isto mostra como o Governo nunca teve, não tem e não terá a sensibilidade para a questão fundamental das forças de segurança”, afirmou André Ventura.
O lÃder do Chega falava aos jornalistas na Assembleia da República, numa reação à s declarações do primeiro-ministro. LuÃs Montenegro afirmou que o Governo não vai colocar “nem mais um cêntimo” na proposta para as forças de segurança, dizendo que já fez “um esforço medonho” e não está disponÃvel para “trazer de volta a instabilidade financeira”.
“Esta não é uma questão de cêntimos, esta não é uma questão de dar mais ou dar menos ou de fazer finca-pé, esta não é uma questão de birras. Esta é uma injustiça histórica criada pelo anterior Governo e que a direita tinha o dever de resolver”, defendeu André Ventura.
O presidente do Chega considerou que “fica claro que o Governo não quer nem vai resolver o problema”, mas apelou ao PSD, e também ao PS, que coloquem “mão na consciência” e aprovem a proposta do Chega para que o suplemento de risco atribuÃdo à PolÃcia Judiciária seja estendido à PSP, GNR e guardas prisionais.
Ventura acusou também o Governo de estar a “fomentar a divisão, a frustração e a indignação das polÃcias e das forças de segurança” e reforçou o apelo para que se manifestem na quinta-feira.
“Eu acho que com esta declaração taxativa e clara do senhor primeiro-ministro fica ainda mais evidente e mais claro porque é que todas as forças de segurança, porque é que todos os polÃcias, têm que estar aqui no parlamento ao longo da próxima quinta-feira, para ouvirem o debate, para mostrarem a sua indignação fora do parlamento, mas também para dentro do parlamento poderem mostrar, poderem ver, aqueles que dizem que estavam ao lado deles e que na verdade não vão estar”, defendeu.
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