
Vila Nova de Gaia, Porto, 28 jun 2024 (Lusa) – O Governo lançou hoje ao Porto o desafio para um projeto-piloto para reformular a logÃstica urbana, tornando-a mais sustentável e descongestionada, após o estar a desenhar para Lisboa, anunciando que pretende fazê-lo em ainda mais cidades.
“Temos já em desenho um projeto-piloto na cidade de Lisboa, e hoje lançámos aqui o desafio à cidade do Porto, para ter dois projetos-piloto na área da micrologÃstica e logÃstica urbana”, disse hoje aos jornalistas o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O governante falava após a cerimónia de inauguração da extensão da Linha Amarela (D) do Metro do Porto, entre Santo OvÃdio e Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia, que decorreu hoje de manhã na estação Manuel Leão.
“Como é que nós podemos impedir ou mitigar os camiões e os autocarros que estão a aceder à cidade para abastecer todo o tecido económico? É essa mudança que temos que fazer”, vincou.
Para o ministro, meios de transporte como o metro podem “ter um papel”, mas também assinalou “outro tipo de ofertas, como aqueles que operam hoje os parques de estacionamento, e termos veÃculos mais ligeiros, elétricos de preferência, que possam fazer essa última milha de abastecimento aos restaurantes, à s lojas, aos centros comerciais”.
“Temos estes dois pilotos em desenho [Lisboa e Porto], e logo que seja possÃvel anunciaremos publicamente”, disse.
O Plano de LogÃstica Urbana Sustentável (PLUS) do Porto, de 2021, para melhorar os constrangimentos e a poluição associados à s entregas na cidade, apenas faz uma referência explÃcita a modos suaves para esta atividade.
O PLUS do Porto, elaborado em 2021, previa três anos para a sua implementação e refere que “a circulação de veÃculos de transporte de mercadorias e as atividades relacionadas com a logÃstica urbana condicionam a mobilidade na cidade, ao mesmo tempo que são elas próprias condicionadas pelas circunstâncias atuais: congestionamento, estacionamento ilegal e abusivo”.
Entre as ações previstas no PLUS estavam a atualização de regulamento de acesso para pesados, reforço de fiscalização, sensorização dos lugares de cargas e descargas, circulação de veÃculos de mercadorias em vias BUS, criação de zonas de logÃstica urbana com zero emissões de dióxido de carbono (CO2), ou a criação de micro-plataformas de logÃstica e de pontos para entrega e recolha de encomendas.
Há ainda uma única referência explÃcita à utilização de meios de mobilidade suave, ao invés dos automóveis (que ocupam mais espaço na cidade), afirmando querer promover “a consolidação de mercadorias e utilização de modos suaves em locais de forte pressão turÃstica e em que a morfologia urbana não favorece a circulação automóvel”.
Em março deste ano, a Câmara do Porto, em resposta à Lusa, afirmou pretender do Governo que entretanto iniciou funções legislação no sentido de dar mais autonomia para regular a logÃstica urbana.
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