
Lisboa, 14 jun 2024 (Lusa) – O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou hoje que o caminho “para fixar profissionais de saúde não é dizer mal deles”, criticando as declarações da ministra da Saúde, que considerou fracas as lideranças hospitalares.
Em declarações à agência Lusa à margem de uma visita à exposição “NonViolent Resistance” na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, Paulo Raimundo pediu “opções de fundo” para os problemas do SNS e afirmou, sobre as crÃticas de Ana Paula Martins à s lideranças dos hospitais, que o caminho não passa por “dizer mal” dos profissionais de saúde.
“Tomamos decisões polÃticas, financeiras, opções de fundo que criem as condições para fixar mais profissionais no SNS ou nós não vamos conseguir resolver o problema. E não vale a pena pensarmos que os problemas da saúde se resolvem a partir de outro sistema que não seja o SNS, porque isso não vai acontecer. (…) julgo, que um dos caminhos para fixar mais profissionais não é dizer mal deles”, frisou o lÃder do PCP.
Na passada quarta-feira, Ana Paula Martins afirmou na Comissão de Saúde que as lideranças em saúde são fracas e defendeu que “tem de haver escrutÃnio, tem de haver avaliação de desempenho para os gestores”.
Para o ministro da Presidência, a referência da ministra da Saúde não é sobre várias administrações hospitalares, mas sobre uma, nomeadamente a da Unidade Local de Saúde (ULS) de Viseu Dão-Lafões, cujo conselho de administração se demitiu, entretanto, em bloco, alegando “quebra de confiança polÃtica” por parte de Ana Paula Martins.
Paulo Raimundo comentou ainda as decisões do conselho de ministros de hoje para colmatar a falta de professores, afirmando que este é mais um anúncio numa série de “muitos anúncios e poucas concretizações”.
O secretário-geral do PCP disse que o executivo é “muito ágil na afirmação de intenções”, mas, ao mesmo tempo, é “muito ágil também a aproveitar os problemas para criar oportunidades de negócio”.
A exposição visitada por Paulo Raimundo sobre a causa palestiniana conta com o apoio de várias figuras de diversos campos polÃticos como Pedro Passos Coelho, Miguel Sousa Tavares, Catarina Martins e o próprio secretário-geral do PCP.
O lÃder comunista sublinhou, dada a diversidade do apoio a esta exposição pró-palestiniana da artista Rita Andrade, que não fica admirado com o “espaço tão alargado, de gente muito diversa” unida em torno desta causa e que esse é um “bom sinal”.
Paulo Raimundo aproveitou ainda para apelar novamente ao “fim ao genocÃdio e ao massacre que está em curso” e se avance para a “construção, de uma vez por todas de um Estado palestiniano”.
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