
São Paulo, 07 jun 2024 (Lusa) — As chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul afetaram a produção de veÃculos no Brasil em maio, que caiu 26,8% face ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea).
A associação que representa as maiores fabricantes de automóveis que operam no Brasil comunicou que a produção de veÃculos em maio totalizou 166,7 mil unidades, uma queda de 24,9% face a abril.
Nos primeiros cinco meses de 2024, a produção de veÃculos no paÃs sul-americano acumulou uma queda de 1,7% na comparação com igual perÃodo de 2023.
“Fábricas pararam ou tiveram seu ritmo reduzido não só naquele estado, mas também em outras regiões do paÃs, dada a importância estratégica de vários fornecedores gaúchos [do Rio Grande do Sul]”, destacou a associação num comunicado.
Além disso, greves em algumas fábricas e a ‘operação-padrão’ de funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Ministério de Agricultura e Pecuária, responsáveis pelas certificações ambientais de veÃculos e contentores de componentes, também tiveram efeito negativo sobre a produção.
Embora o setor tenha registado uma queda como um todo, a produção de veÃculos pesados, camiões e autocarros, superou a marca de 50 mil unidades no ano, com uma subida de 30% face os primeiros cinco meses de 2023. Foram produzidos mais 12 mil autocarros no perÃodo, o melhor resultado acumulado para o segmento desde 2015.
A Anfavea informou que o Brasil exportou 26.760 veÃculos montados no mês passado, resultado 41,4% inferior ao mesmo perÃodo de 2023 devido à diminuição da procura de parceiros no mercado sul-americano.
Entre janeiro e maio, os veÃculos brasileiros exportados atingiram 136.342 unidades, 29,7% a menos em relação aos mesmos meses do ano passado.
Embora o setor tenha registado resultados negativos, as principais fabricantes de veÃculos que operam no Brasil anunciaram investimentos no paÃs num valor total de 125 mil milhões de reais (22 mil milhões de euros) até 2032, graças a uma série de incentivos fiscais para promover a produção em solo brasileiro.
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