
Coimbra, 30 mai 2024 (Lusa) — A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, acusou hoje o PS e Marta Temido de terem cometido erros crassos na saúde aproveitados agora pelo Governo PSD/CDS-PP para “destruir o Serviço Nacional de Saúde de forma cobarde”.
“Nenhum governante tem a coragem de dizer que quer acabar com o SNS. Mas é precisamente isso que o Governo está a fazer de forma cobarde. O que o Governo do PSD [e CDS-PP] está a fazer de forma cobarde é acabar com o SNS. Aproveitando um erro crasso da maioria absoluta do PS”, considerou Mariana Mortágua, que intervinha numa ação de campanha do BE para as eleições europeias, em Coimbra.
A coordenadora bloquista afirmou que o BE “não perdoa” ao PS e a Marta Temido — cabeça de lista do PS à s eleições europeias do dia 09 de junho e ex-ministra da Saúde — ter “criado uma guerra contra os profissionais” deste setor.
Lembrando que os anteriores governos socialistas deixaram “1,7 milhões de utentes sem médico de famÃlia”, Mortágua recorreu à s figuras do fundador do PS António Arnaut e o bloquista João Semedo para atacar os socialistas.
“Não abandonamos a generosidade da resposta e de Arnaut e Semedo ao contrário do que fez o PS. A verdade é que o PS recusou esse legado que Arnaut nos deixou, desprezou esse testamento. Esse erro é o que se torna a oportunidade da direita”, argumentou.
Um dia depois de o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, ter apresentado o programa de emergência para a saúde, Mariana Mortágua fez vários ataques ao governo minoritário, considerando que viu “muito ‘powerpoint’, poucos compromissos e nenhuma conta”.
“Ao melhor estilo da consultoria privada, o ‘powerpoint’ é na verdade um plano de negócios para o setor da saúde privada em Portugal. Um roteiro de promessas e benesses clientelares, uma distribuição de verbas para empresas dos apoiantes da direita, uma promoção da cartilha liberal e mais uma demonstração do profundo desprezo que a direita tem por quem aguenta os hospitais, quem trabalha no SNS”, acusou.
Sobre o Orçamento do Estado para 2025, sobre o qual o Presidente da República já deixou vários alertas para a sua viabilização, Mariana Mortágua afirmou que “só há uma coisa que sabe” sobre o documento.
“Primeiro, vai entregar milhões de dinheiro dos contribuintes para os cofres dos grupos privados de saúde para logo a seguir cortar nos impostos sob os lucros esses grupos privados de saúde. A direita só sabe governar quando tira o que é de todos para dar a alguns”, defendeu.
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