
Redação, 02 mai 2024 (Lusa) — NÃveis mais elevados de consumo não se traduzem em nÃveis mais elevados de bem-estar, indica um relatório hoje divulgado, que destaca que se pode ter uma vida boa sem custos para o planeta.
Os dados fazem parte do “Happy Planet Index” (HPI), um documento da responsabilidade da organização alemã “Hot or Cool Institute”, segundo o qual o consumo excessivo está a prejudicar o planeta e não está a ajudar as pessoas.
O relatório indica que os governos precisam de começar a medir o que é importante: a saúde e o bem-estar das pessoas e do planeta.
O HPI combina dados sobre o bem-estar, a esperança média de vida e a pegada de carbono para fornecer um retrato do desempenho dos paÃses em proporcionar aos seus cidadãos uma vida saudável, feliz e digna, sem sobrecarregar o planeta.
O documento analisa a eficiência com que os paÃses estão a gerir os seus recursos para com eles proporcionarem à s pessoas o que é de facto importante, a saúde e o bem-estar.
No Ãndice agora divulgado os paÃses em primeiro lugar são Vanuatu, Suécia, El Salvador, Costa Rica e Nicarágua. Portugal surge em 11.º lugar, com boa pontuação quanto à expectativa de vida e de bem-estar, mas má quanto à pegada carbónica.
Na lista nenhum paÃs obtém uma pontuação “boa” nos três componentes do HPI. Os autores do relatório notam que os lÃderes do HPI são os paÃses capazes de proporcionar aos cidadãos bons padrões de saúde e de bem-estar e ao mesmo tempo limitam a média de carbono ‘per capita’.
Há paÃses com o mesmo nÃvel de impacto ambiental mas que diferem substancialmente na esperança média de vida e no bem-estar. O Botswana e os PaÃses Baixos têm a mesma pegada carbónica mas os PaÃses Baixos estão no lugar 14 e o Botswana em 146.
Ainda de acordo com o estudo dos 10 paÃses com um PIB mais elevado seis têm pontuações HPI abaixo da média, pelo que “a procura de um PIB cada vez mais elevado não conduz ao que realmente importa, o bem-estar dentro dos limites ambientais”.
“Em muitos paÃses ricos, os elevados nÃveis de consumo e produção estão a contribuir para o colapso ecológico sem proporcionar saúde ou felicidade aos seus cidadãos”, acrescenta o documento.
Nos Estados Unidos, os 10% mais ricos têm uma pegada carbónica média quatro vezes maior do que a média do resto da população. Os seus resultados de bem-estar são mais elevados mas apenas marginalmente, não quatro vezes superiores aos da restante população.
O “Hot or Cool Institute” pretende dotar organizações, decisores polÃticos e comunidades de dados para decisões informadas para um futuro sustentável e próspero, colocando as pessoas e a ciência no centro da transição para a sustentabilidade.
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