
Londres, 01 mai 2024 — As equipas operacionais do Ministério do Interior britânico “têm trabalhado a um ritmo acelerado” para deter de forma rápida e segura os migrantes que podem ser transferidos para o Ruanda, anunciou hoje o governo de Rishi Sunak.
Em comunicado, o governo inglês dá conta de que nas próximas semanas deverão ser transferidas mais pessoas e que este trabalho das equipas operacionais do Ministério do Interior são “parte essencial do plano de realização dos voos para o Ruanda nas próximas nove a 11 semanas”.
“Esta atividade constitui mais um marco importante no plano mais vasto do governo para pôr termo à s travessias em pequenas embarcações, que reduzimos em mais de um terço em 2023”, refere o executivo inglês.
Defende que a “polÃtica do Ruanda dissuadirá os migrantes de fazerem viagens perigosas através do canal [da Mancha]”, porque deixará claro que quem chegar de forma ilegal ao Reino Unido não poderá ficar no paÃs.
Acrescenta que o Ministério do Interior aumentou a capacidade de detenção para mais de 2.200 espaços de detenção e formou 200 novos funcionários para “processar rapidamente os pedidos, e tem 500 escoltas altamente treinadas prontas”.
“Foram também reservados voos charter comerciais e um aeroporto foi colocado em estado de alerta”, adianta.
Por outro lado, o governo inglês refere que o “Ruanda tem provado repetidamente a sua capacidade de oferecer aos requerentes de asilo a oportunidade de construÃrem vidas novas e prósperas com alojamento, educação, formação e emprego”.
“O paÃs tem um historial forte e bem sucedido na reinstalação de pessoas, acolhendo mais de 135.000 refugiados, e está pronto a aceitar outros milhares que não podem ficar no Reino Unido”, acrescenta.
Na segunda-feira, o Reino Unido deportou o primeiro requerente de asilo para o Ruanda na sequência do seu programa voluntário para migrantes a quem foi recusado asilo, divulgaram os meios de comunicação social britânicos.
Este homem, que seria do continente africano, viajou num voo comercial, segundo relatos dos ‘media’.
O requerente de asilo concordou em ser deportado para Ruanda e receber um pagamento de até 3.000 libras (3.500 euros, à taxa de câmbio atual) em troca, revelaram fontes governamentais, citadas pelo Times.
Apesar de este ser um processo polémico desde o inÃcio e que gerou um longo e turbulento debate parlamentar, o Ministério do Interior refere que “a Lei de Segurança do Ruanda do Governo e o tratado internacionalmente vinculativo reafirmam e garantem a segurança do Ruanda e esta polÃtica”.
“O tratado responde diretamente à s conclusões do Supremo Tribunal em dezembro, reforçando o sistema de asilo do Ruanda para garantir que ninguém será reenviado para um paÃs inseguro após a relocalização. Com base no tratado, a lei confirma que o Ruanda é um paÃs seguro para efeitos de recolocação”, defende.
Citado no comunicado, o ministro do Interior, James Cleverly sublinha que a parceria com o Ruanda “é uma resposta pioneira ao desafio global da migração ilegal”.
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