
Pyongyang, 23 abr 2024 (Lusa) — O lÃder norte-coreano Kim Jong-un supervisionou um exercÃcio militar que simulou um “contra-ataque nuclear”, divulgou hoje a agência estatal norte-coreana KCNA.
O exercÃcio no qual participaram “lançadores múltiplos de mÃsseis muito grandes” decorreu na segunda-feira e Kim “saudou a altura e a precisão do disparo” dos mÃsseis, que “atingiram o alvo” a 352 quilómetros, detalhou a agência estatal norte-coreana.
Os militares da Coreia do Sul anunciaram na segunda-feira que o Norte tinha disparado uma salva de mÃsseis balÃsticos de curto alcance, informação confirmada pelo Japão.
Segundo Seul, os mÃsseis foram lançados da região de Pyongyang e percorreram cerca de 300 quilómetros antes de cair nas águas a leste da penÃnsula coreana.
Este lançamento é o segundo em menos de uma semana da Coreia do Norte, que na sexta-feira testou uma “ogiva muito grande” projetada para um mÃssil de cruzeiro estratégico, de acordo também com a KCNA.
Pyongyang também testou o lançamento de “um novo tipo de mÃssil antiaéreo Pyoljji-1-2 no mar Ocidental”, também conhecido como mar Amarelo, na sexta-feira, acrescentou.
Estes dois testes fazem parte das “atividades regulares da direção e dos institutos cientÃficos de defesa afiliados com vista ao rápido desenvolvimento da tecnologia”, afirmou a KCNA, sublinhando que os testes “não têm nada a ver com a situação atual”.
As forças sul-coreanas confirmaram na altura ter detetado disparos de mÃsseis de cruzeiro.
Estes lançamentos surgem após a dissolução do sistema de monitorização de sanções da ONU contra a Coreia do Norte e o seu programa nuclear, devido ao veto da Rússia no Conselho de Segurança.
No inÃcio de abril, Pyongyang afirmou ter testado um novo mÃssil hipersónico de combustÃvel sólido com alcance médio a longo. Na altura, os meios de comunicação social estatais difundiram um vÃdeo do lançamento, ao qual assistiu o lÃder norte-coreano.
A Coreia do Norte continua a desenvolver programas de armamento, nomeadamente nuclear, apesar das sanções internacionais em vigor.
Desde o inÃcio do ano, o paÃs definiu a Coreia do Sul como o “principal inimigo”, encerrou as agências dedicadas à reunificação e ao diálogo intercoreano e ameaçou entrar em guerra por qualquer violação do território norte-coreano.
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