
Bissau, 18 abr 2024 (Lusa) — Três altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau foram detidos por suspeita de pertencerem a uma rede criminosa de falsificação e tráfico de passaportes e auxÃlio à emigração ilegal, divulgou hoje a PolÃcia Judiciária (PJ).
De acordo com um comunicado divulgado ‘online’ pela polÃcia guineense, os três estão indiciados dos crimes de de corrupção, falsificação qualificada e associação criminosa.Â
Segundo a PJ, os funcionários “são suspeitos de integrarem uma rede criminosa que se dedicava ao tráfico de passaportes e ao auxÃlio à emigração ilegal”.
As detenções, como se explica no comunicado, ocorreram no âmbito de uma operação policial denominada XISTRA, que “foi desencadeada há dois meses e incluiu um conjunto intensivo de ações de vigilância e seguimento”.
“Foram efetuadas abordagens importantes no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, onde a Célula Anti-Tráfico da PolÃcia Judiciária intercetou vários passageiros na posse de passaportes de serviço emitidos de forma fraudulenta, os quais eram transacionados por avultadas somas de dinheiro”, concretizou.
A PJ explicou que “as investigações culminaram com a execução de mandados de busca e apreensão na Direção Geral dos Assuntos JurÃdicos e Consulares, de onde foram recolhidos diversos documentos que comprovam a ilegalidade das atividades em curso”.
Estes documentos são considerados “peças fundamentais para a prossecução da investigação”.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas, nem as funções que desempenhavam no Ministério dos Negócios Estrangeiros, “para não comprometer a investigação” ainda em curso.
A PolÃcia Judiciária guineense adianta que os detidos serão apresentados ao Ministério Público esta quinta-feira para o primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação adequadas.
A PJ referiu ainda que “esta operação é apenas uma fase de um esforço contÃnuo e que há indÃcios de mais funcionários públicos envolvidos no tráfico de passaportes”.
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