
Madrid, 03 abr 2024 (Lusa) – O diretor de matérias-primas e derivados do Bank of America, Francisco Blanch, prevê que o preço do petróleo suba para 95 dólares este verão devido do baixo ‘stock’ e à s tensões geopolÃticas.
Uma subida influenciada também pelos cortes na produção da Organização dos PaÃses Exportadores de Petróleo (OPEP+) poderá afetar os planos da Reserva Federal dos EUA (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE) para baixar as taxas de juro.
No relatório do Bank of America Research, divulgado hoje, Blanch recorda que os preços das matérias-primas atingiram o seu nÃvel mais baixo em dois anos no inÃcio de 2024, proporcionando um alÃvio da inflação que beneficia os consumidores.
No entanto, acrescenta que os cortes de produção da OPEP+, as tensões geopolÃticas e o crescimento económico inverteram a tendência dos preços e apontam agora para “uma época de comércio de verão mais apertada do que o esperado”.
Francisco Blanch adverte que, neste contexto, os principais dados mostram que uma retoma cÃclica está à vista, precisamente quando a Fed e o BCE estão prestes a começar a reduzir as taxas de juro, pelo que um aumento dos preços do petróleo “poderia limitar ainda mais a capacidade de os bancos centrais para fornecerem estÃmulos”, afirma.
Com base nestas razões, a entidade subiu as previsões de preços médios e situa o preço do barril de Brent, a referência na UE, em 86 dólares no final do ano, e o do West Texas Intermediate (WTI), a referência nos EUA, em 81 dólares.
O preço do petróleo bruto poderá então atingir um máximo de 95 dólares este verão, segundo as estimativas do Bank of América.
Hoje, o preço do petróleo Brent subiu para 89,26 dólares, e o WTI para 85,41 dólares.
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