
Nova Iorque, 28 mar 2024 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina fechou hoje com novos recordes dos Ãndices S&P500 e o Dow Jones Industrial Average, concluindo um muito bom trimestre em Wall Street, na véspera de um fim de semana prolongado.
Os resultados definitivos mostram que o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,12% e o alargado S&P500 ganhou 0,11%, o que lhes bastou para fecharem em nÃveis recorde, com o S&P500 a estabelecer o 22.º desde o inÃcio do ano.
Ao contrário, o tecnológico Nasdaq cedeu 0,12%.
Na sexta-feira, Wall Street vai estar fechada devido ao feriado pascal.
Desde o inÃcio do ano, o S&P500, que é o Ãndice mais representativo do mercado, progrediu mais de 10%, detalhou Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, à AFP.
Este é o melhor perÃodo de crescimento deste Ãndice desde 2019, antes da pandemia do novo coronavirus.
Já o Dow Jones, com uma progressão de mais de 5,5% nos primeiros três meses do ano, conheceu o seu ritmo de crescimento mais forte desde 2021.
O Nasdaq, por sua vez, apresenta uma subida superior a nove por cento.
“Tem-se continuado a subir, mas uma pausa é possÃvel em breve”, avisou Art Hogan.
Com poucas transações bolsistas, o mercado foi de algum modo animado pela revisão em alta da subida do produto interno bruto (PIB) no último trimestre de 2023.
A taxa de expansão do PIB dos EUA foi revista de 3,2% para 3,4%, segundo o Departamento do Comércio.
Esta revisão reflete despesas de consumo mais importantes, um dinamismo que conduziu alguns analistas, como Ryan Sweet, da Oxford Economics, a preverem um adiamento da baixa da taxa de juro pela Reserva Federal (Fed) de maio para junho.
Neste sentido, um governador da Fed, Christopher Waller, estimou hoje que era urgente esperar antes de iniciar um baixa da taxa de juro de referência sem que os dados relativos à inflação mostrem “uma trajetória apoiada” para o objetivo de dois por cento.
“Tivemos muito progresso em termos d redução de inflação durante o ano passado, mas os dados dos últimos dois meses foram dececionantes”, indicou.
Outro indicador que mostra a vitalidade da economia dos EUA foi o da confiança dos consumidores, medida pela Universidade do Michigan, que subiu, em março, em 3,3 pontos — um máximo desde julho de 2021 — para 79,4.
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