
DÃli, 21 mar 2024 (Lusa) — O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse hoje que as artes marciais em Timor-Leste vão continuar suspensas por mais seis meses, apesar da redução da “intensidade e prática de violência”.
“Vamos continuar com a suspensão das artes marciais, mas com grande apreço aos grupos. Podemos dizer que reduziu a intensidade e prática de violência”, afirmou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final do encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, que decorreu no Palácio da Presidência, em DÃli.
“Depois de discutirmos, resolvemos continuar a suspensão por mais seis meses, porque muitos grupos não têm o controlo absoluto dos seus membros, nem sabem quantos sÃtios de treino esses grupos têm. Então, vamos continuar até que todos tenham um bom conhecimento do seu próprio grupo”, esclareceu o chefe do Governo timorense.
Mas, salientou Xanana Gusmão, o Governo aprecia a “cooperação que têm demonstrado”.
Tendo em conta os graves incidentes registados no território nacional, o Governo de Timor-Leste determinou, em novembro do ano passado, a suspensão do ensino, aprendizagem e prática das artes marciais, por um perÃodo de seis meses, que terminava em abril.
Segundo o executivo timorense, antes da suspensão das artes marciais, tinham sido registados no paÃs um total de 54 incidentes, que provocaram quatro mortos, 26 feridos e danos materiais em 21 habitações e 10 veÃculos.
O primeiro-ministro disse também que, no novo perÃodo de suspensão, o Governo pretende “incutir no espÃrito dos jovens uma nova ideia, um novo olhar para as artes marciais”, que devem começar a ser vistas com uma arte desportiva e fÃsica.
“É isto que queremos incutir durante este segundo perÃodo de suspensão. A ideia é também preparar, para outubro ou novembro, a existência de competições entre os vários grupos, para perceberem que estas artes são para garantir uma determinada capacidade fÃsica e dar à mente determinado caráter”, concluiu Xanana Gusmão.
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