
DÃli, 13 mar 2024 (Lusa) — O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que, sem o apoio de Cuba, a situação no setor da saúde no paÃs seria uma “catástrofe”.
O chefe de Estado timorense falava na cerimónia de tomada de posse do novo embaixador de Timor-Leste em Cuba, NÃvio Magalhães, e da representante permanente de Timor-Leste na Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP), Laura Abrantes.
“Sem o apoio de Cuba para a formação médica de timorenses, a situação do setor de saúde hoje em Timor-Leste seria uma catástrofe”, disse José Ramos-Horta.
Num discurso, o Presidente timorense lembrou que, em 2002, aquando da restauração da independência, o paÃs tinha apenas 19 médicos, formados na Indonésia e nenhum especialista.
Na altura, Cuba destacou 20 médicos, depois 50 e chegou a ter uma brigada de 200 médicos no paÃs.
“Vinte e dois anos depois da independência a presença médica cubana em Timor-Leste continua a ser indispensável”, disse José Ramos-Horta, salientando que é do interesse nacional a presença de uma embaixada timorense em Cuba.
Em relação à CPLP, o chefe de Estado timorense afirmou que tem “igual importância”.
“Timor-Leste tem sido um dos paÃses mais ativos da CPLP, não só pela sua participação permanente, mas pelo financiamento, apoio, que tem dado a paÃses mais necessitados da CPLP, nomeadamente a Guiné-Bissau e São Tomé e PrÃncipe”, recordou José Ramos-Horta.
O chefe de Estado destacou também o apoio que os PaÃses Africanos de LÃngua Oficial Portuguesa (PALOP) deram à restauração da independência de Timor-Leste.
“Os PALOP foram dos mais leais a Timor-Leste durante os 24 anos da nossa luta. Sem o apoio dos PALOP, Portugal e Brasil […] a questão de Timor-Leste teria sido riscada da agenda da assembleia-geral da ONU. Nunca esquecemos a importância da CPLP, em particular dos paÃses africanos de lÃngua portuguesa, que apesar das dificuldades sempre se solidarizaram connosco”, salientou José Ramos-Horta.
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