
Marco de Canaveses, Porto, 07 mar 2024 (Lusa) — O secretário-geral do PS fez hoje um veemente apelo aos eleitores da “imensa maioria invisÃvel” que deu a vitória aos socialistas em 2022, assumiu insatisfação nesse eleitorado, mas defendeu que a crise de inflação foi ultrapassada.
Esta posição foi transmitida por Pedro Nuno Santos no discurso que proferiu num almoço-comÃcio em Marco de Canaveses, depois da intervenção do cabeça de lista socialista pelo Porto, Francisco Assis, e antes de esta tarde fazer a tradicional arruada em Santa Catarina, na baixa da segunda cidade do paÃs.
“O que está em causa no dia 10 de março é demasiado importante para desperdiçarmos ficando em casa. Dirijo-me aos que votaram no PS em 2022. Sabemos as dificuldades destes últimos dois anos, a crise inflacionistas encolheu os rendimentos. Mas nós, juntos, conseguimos ultrapassar esta crise inflacionista, como já tÃnhamos conseguido ultrapassar a crise da pandemia [da covid-19]”, sustentou.
Segundo o secretário-geral do PS, o Governo ultrapassou as crises sem atingir quem trabalha e sem atingir quem trabalhou uma vida inteira”.
“Confiem no PS, confiem em mim, não fiquem em casa”, afirmou.
Para Pedro Nuno Santos, essa “imensa maioria invisÃvel” que votou no PS nas eleições legislativas de 2022 “tem memória, mas não tem voz nem na televisão nem nas redes sociais e está sub-representada nas sondagens”.
“Que esta maioria invisÃvel, que votou no PS em 2022, use a sua voz, use o seu voto para termos uma grande vitória nas eleições. Não queremos uma mudança para trás. Se mobilizarmos essa maioria invisÃvel, é o PS quem ganha as eleições no domingo”, acentuou.
A seguir, traçou uma linha de demarcação com a AD (Aliança Democrática) em relação à polÃtica de rendimentos, dizendo que os seus adversários só em campanha falam em aumentos salariais e agora querem “reconciliar-se” com os pensionistas.
“Nós não falamos só de salários em campanha, nós praticamos aumentos salariais. Nós praticamos aumentos de pensões. Eles queriam tornar os cortes nas pensões permanentes”, disse, numa alusão ao perÃodo da troika com o executivo de Pedro Passos Coelho.
O secretário-geral do PS voltou a criticar o presidente do PSD, LuÃs Montenegro, por ter introduzido o discurso sobre as mulheres na quarta-feira à noite.
“As mulheres não são uma nota de rodapé nos discursos do PS, não são acessório para as campanhas. São o centro da nossa intervenção polÃtica por respeito”, assinalou.
Em Portugal, de acordo com Pedro Nuno Santos, as mulheres trabalham o dobro em relação aos homens ainda hoje em 2024″.
“A maioria esmagadora das mulheres cuida das nossas crianças, dos mais idosos e das pessoas com deficiência. É preciso valorizar as mulheres. Na hora de progredir na carreira, as mulheres ficam para trás e os homens seguem caminho. As mulheres não são um acessório no nosso discurso, nós não falamos porque um assessor nos disse que era para se falar”, declarou, numa nova alusão crÃtica ao lÃder social-democrata, LuÃs Montenegro.
Logo nas suas primeiras palavras, o secretário-geral do PS saudou a RTP pelo seu aniversário, hoje, salientando o caráter público desta televisão, mas também o cabeça de lista socialista pelo Porto.
“É muito bom fazer este caminho com Francisco Assis”, acentuou, antes de destacar o socialista Nuno Araújo, seu amigo e um dos seus principais conselheiros polÃticos, assim como os ferroviários da região do Porto, “gente que se entrega ao trabalho”.
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