
Beja, 06 mar 2024 (Lusa) — O presidente do Chega respondeu hoje ao lÃder do PSD, dizendo ser “extremista” e “radical” no que toca à luta contra a corrupção, e defendeu que o único voto que “moderará alguma coisa” é no seu partido.
“Nós somos extremistas. Somos extremistas contra a corrupção, somos extremistas contra os tachos, somos extremistas por uma saúde decente em Portugal”, afirmou André Ventura.
A partir de um almoço/comÃcio em Beja, o lÃder do Chega respondeu ao presidente do PSD, LuÃs Montenegro, que se dirigiu na terça-feira à noite aos potenciais eleitores do Chega e pediu-lhes para ponderarem votar na AD, afirmando que os respeita, que sabe que não são extremistas, nem racistas e compreende a sua frustração.
Ventura reagiu considerando que “LuÃs Montenegro está muito engando” e que o “extremismo inabalável” do Chega é “por um paÃs decente” e contra “a corrupção que tem destruÃdo os alicerces do paÃs”.
“Somos radicais contra a corrupção”, insistiu.
O presidente do Chega referiu que PS e PSD “podem andar com a trouxa à s costas por todo o paÃs a dizer que não vale a pena votar no Chega” e salientou que “o povo comum sabe que o único sinal de mudança no dia 10, o único que mudará alguma coisa, é o voto no Chega”.
No seu discurso, Ventura voltou a mencionar LuÃs Montenegro quando aludiu aos 400 mil idosos que vivem no risco de pobreza e a declarações do candidato da AD sobre as pensões, lembrando que ele era lÃder parlamentar do PSD quando houve “o maior corte de pensões” em Portugal.
“Não temos medo das palavras. Por isso, deixo a garantia solene de que não haverá, em quatro anos, nenhuma pensão abaixo do salário mÃnimo em Portugal”, vincou.
Considerando que os adversários nestas eleições têm medo do resultado eleitoral, o lÃder do Chega também se referiu ao secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e aos seus alertas de que, com o partido de André Ventura, o próprio 25 de Abril ficava em causa.
“Está enganado doutor Pedro Nuno Santos. Se votarem no Chega, o que estará em causa são os privilégios, os tachos e a corrupção que vocês geraram em 50 anos após o 25 de Abril. É isso que estará em causa”, sublinhou.
Num discurso de quase 20 minutos, André Ventura abordou o caso de uma mulher vÃtima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em Vendas Novas (Évora), que morreu sem ser transportada para o hospital.
“Estes casos sucedem-se uns atrás dos outros. Não é no Botsuana, nem nos Camarões é aqui em Portugal”, vincou, referindo que o paÃs “paga impostos como poucos” e que, apesar disso, não consegue “pegar nas taxas e impostos para dar uma saúde decente” aos portugueses.
Para Ventura, estes casos “são evitáveis e desnecessários” e o Governo do PS é o “responsável máximo por estas mortes”.
“Oiço muitos partidos de esquerda dizer que é preciso melhorar a saúde, mas quem andou a suportar o governo” desde 2015, questionou, dando a resposta logo de seguida: “Foi o PCP, o Bloco de Esquerda, PAN e, depois, o Livre. Essa geringonça, que quer voltar ao poder, é a grande responsável pelo descalabro da saúde em Portugal”.
Antes, a cabeça de lista por Beja, Diva Ribeiro, disse que o Chega está a disputar a eleição de um deputado neste cÃrculo, que elege três (dois PS e um PCP na legislatura que agora termina), tendo André Ventura elevado a fasquia, ao dizer que o partido está a liderar as sondagens e lutar por dois.
“A terra comunista tornou-se terra do Chega e isso é motivo de orgulho. Secámos o PCP e acabámos de vez com qualquer aspiração do Bloco de Esquerda. Vamos vencer o distrito e ser o partido mais votado no distrito de Beja no dia 10 de março”, acrescentou.
Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar no domingo para eleger 230 deputados à Assembleia da República.
A estas eleições concorrem 18 forças polÃticas, 15 partidos e três coligações.
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