
Redação, 01 mar 2023 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, prometeu hoje “medidas mais contundentes” para a nova vaga de ataques em direção ao sul da provÃncia de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
 “Estamos a trabalhar em medidas mais contundentes que vão ser tomadas para ultrapassarmos esta situação”, declarou Filipe Nyusi, durante um encontro com estudantes moçambicanos na Argélia, no âmbito de uma visita ao paÃs.
Em causa está uma nova vaga de ataques que obrigou 67.321 pessoas a fugirem das suas terras de origem, incursões justificadas pelo executivo moçambicano como resultado da “movimentação de pequenos grupos de terroristas” que saÃram dos seus quartéis (…) em direção ao sul de Cabo Delgado, após um perÃodo de relativa estabilidade.
“A situação tinha abrandado bastante e as populações já estavam a voltar à s vilas que tinham sido ocupadas anteriormente pelos terroristas e que foram recuperadas. Mas agora, nessas últimas semanas, há uma tendência de grupos pequenos atacarem algumas aldeias com uma tendência de descer para os distritos de sul”, frisou Filipe Nyusi.
Os populares em fuga são sobretudo moradores de Mazeze, Chiúre-Velho, Mahipa, Alaca, Nacoja B e Nacussa, maioritariamente pontos do interior de Chiùre, onde milhares de pessoas estão a abandonar as aldeias percorrendo quilómetros ao longo da estrada Nacional (N1).
A provÃncia de Cabo Delgado enfrenta há seis anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021, com apoio do Ruanda e da SADC, libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul de região e na vizinha provÃncia de Nampula.
O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.
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