
Porto, 28 fev 2024 (Lusa) — Os quatro detidos na Operação ‘Zelador’, que investiga as agressões ao vigilante do condomÃnio onde reside André Villas-Boas, candidato à presidência do FC do Porto, ficaram hoje em prisão preventiva, adiantou à agência Lusa fonte policial.
Segundo esta fonte, os quatro arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, o qual decretou a aplicação a todos da medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Três dos arguidos, com idades entre os 18 e os 22 anos, foram detidos na segunda-feira e outro na terça-feira, por suspeitas de envolvimento nas agressões violentas ao segurança do prédio onde mora o antigo treinador do FC do Porto, ocorridas na noite de 22 de novembro de 2023.
Neste processo, dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, investigam-se também outros ilÃcitos criminais, como assaltos na zona da Foz do Porto e “ligações” com a ‘Operação Pretoriano’, ao abrigo da qual o lÃder da claque Super Dragões, Fernando Madureira, e outro arguido permanecem em prisão preventiva, pelos incidentes ocorridos durante a Assembleia Geral do FC do Porto, realizada na noite de 13 de novembro de 2023.
Em comunicado divulgado na terça-feira, o Comando Metropolitano do Porto da PSP explicou que desencadeou, na segunda-feira, “uma operação policial no âmbito do combate à prática dos crimes de roubo, furto qualificado e dano, nas áreas das cidades do Porto, de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos”.
“De referir que os suspeitos se encontram referenciados por esta PolÃcia pela prática, no mês de novembro do ano passado, de dezenas de ilÃcitos, mormente contra o património, assim como crimes contra as pessoas, sendo que, numa das situações, a vÃtima foi agredida com grande violência”, referiu a PSP.
A Operação ‘Zelador’ teve inÃcio em novembro de 2023, após as agressões ao vigilante do condomÃnio onde reside Villas-Boas, “e desenvolvida sob a direção do DIAP do Porto”, visando “a identificação e detenção dos autores dos ilÃcitos, apreensão de meios de prova, assim como a recuperação de artigos e viaturas furtadas”.
A operação contemplou o cumprimento de três mandados de detenção e a realização de três buscas domiciliárias, nas áreas do Porto e de Vila Nova de Gaia.
A PSP aprendeu uma viatura automóvel, “que constava para apreender por ter sido subtraÃda no decurso de um roubo”, um motociclo, “que constava para apreender por ter sido furtado”, diversos telemóveis, peças de vestuário utilizadas na prática dos ilÃcitos, equipamentos e ferramentas utilizadas na prática dos ilÃcitos criminais, assim como outros artigos de proveniência ilÃcita.
JGS // VR
Lusa/Fim



