
Viseu, 25 fev 2024 (Lusa) — A coordenadora do BE definiu hoje o objetivo de “virar a página da maioria absoluta e impedir o retrocesso à direita”, defendendo que não há nenhum erro da recente governação socialista que os partidos da direita não queiram agravar.
Num discurso durante o almoço-comÃcio do Interior, em Viseu, Mariana Mortágua focou atenções nas crÃticas à direita e concretamente à Aliança Democrática (AD), colando o presidente do PSD, LuÃs Montenegro, então lÃder parlamentar do PSD, à governação liderada no perÃodo da troika por Pedro Passos Coelho.
“Tomem nota: não há nenhum erro, não há nenhum atraso da maioria absoluta [do PS] que os partidos da direita não pretendam agravar em Portugal. Vão agravar todos. Não resolvem problema nenhum do paÃs. Nenhum problema do paÃs será resolvido pela direita”, avisou.
No primeiro dia oficial de campanha para as eleições legislativas de 10 de março, a lÃder do BE prometeu uma campanha “diferente de todas as outras”, na qual garante que haverá “esperança, força, rua, música e alegria”, mas sobretudo tempo para ouvir as pessoas e falar “sobre propostas e temas que preocupam as pessoas”.
“Temos duas semanas para falar com toda a gente, para provar a grande força da esquerda. Uma campanha para apresentar as polÃticas que queremos, o paÃs que queremos ser, que queremos construir, como queremos virar a página da maioria absoluta e impedir o retrocesso à direita”, enfatizou.
A fórmula para impedir “um retrocesso à direita”, nas palavras de Mortágua, é “mobilizando as pessoas” e com construção de “uma grande maioria com a esquerda, mostrando o que este paÃs pode ser, o que pode construir”.
“Só com o Bloco de Esquerda é possÃvel começar a fazer o que nunca foi feito em Portugal”, disse, recorrendo ao lema da campanha.
Logo depois de defender que “Portugal é um paÃs pobre porque paga salários pobres”, a coordenadora do BE falou diretamente de LuÃs Montenegro para recordar o tempo em que foi lÃder parlamentar durante o Governo PSD/CDS.
“Quando ouço LuÃs Montenegro a falar sobre a emigração de jovens vejo sempre aquele lÃder parlamentar do PSD que dizia [que] o paÃs está melhor enquanto via saÃrem de Portugal 100 mil pessoas a cada ano”, disse, deixando claro que não vai deixar esquecer esse perÃodo de governação por considerar não ser sobre o passado, mas sim sobre o futuro.
JF // JAP
Lusa/Fim



