
Funchal, Madeira, 13 fev 2024 (Lusa) — Quatro pessoas morreram arrastadas pelo mar na costa norte da Madeira, em 2023, e catorze sobreviveram, anunciou hoje a Associação Madeirense para Socorro no Mar (SANAS).
Em comunicado, o SANAS indica que 18 cidadãos caÃram ou foram arrastados pelo mar no ano passado, dos quais 14 sobreviveram e quatro acabaram por morrer.
Dos 14 sobreviventes, oito foram resgatados pela embarcação salva-vidas afeta à estação do Porto Moniz, no norte da ilha, e os restantes seis saÃram pelos próprios meios ou foram auxiliados por populares.
No que diz respeito aos óbitos, a associação salienta que “ensombram a estatÃstica de um ano em que a causa principal de acidente prende-se com a vontade de se captar fotografia ignorando-se cartazes, fitas de perigo e conselhos de pessoas presentes no local”.
“Acompanhamos com séria preocupação a exposição voluntária de cidadãos, maioritariamente estrangeiros, a riscos junto da orla costeira em dias com alertas de agitação marÃtima em vigor”, afirma o comandante operacional, Ângelo Abreu, citado no comunicado.
O comandante salienta os “baixos tempos de resposta operacional”, mas alerta que, “quando as pessoas estão dispostas a colocar em risco a sua própria vida para recriar uma fotografia”, os operacionais e os equipamentos são colocados em risco “por ações inconcebÃveis que tendem a ocorrer em dias com alertas de agitação marÃtima em vigor”.
O SANAS — Associação Madeirense para o Socorro no Mar, uma Instituição de Utilidade Pública sem fins lucrativos, foi criado em 1985 para promover a segurança, o salvamento e salvaguarda da vida humana no mar, ao longo das costas do arquipélago da Madeira.
Exerce também atividade de vigilância nas principais praias da Região Autónoma da Madeira, realizando cursos de nadadores-salvadores, tripulante de embarcação salva-vidas e segurança no mar e garante a prevenção aeroportuária 24 horas por dia.
TFS // SF
Lusa/Fim



