
Porto, 04 fev 2024 (Lusa) – O presidente do FC Porto considerou hoje que o clube não será afetado pela Operação Pretoriano, que levou à detenção, entre outros, do lÃder da claque Super Dragões, Fernando Madureira, a quem Pinto da Costa enviou um abraço.
“Naturalmente que sendo um momento desagradável, sobretudo para os visados, quero aqui deixar um abraço ao Fernando Madureira e à sua mulher, porque os amigos são para as ocasiões. Não tenho que me imiscuir num problema judicial, não me compete, nem tenho nada a ver com a vida das pessoas, agora como amigo, neste momento mando um grande abraço de solidariedade”, referiu.
Pinto da Costa disse que estes “foram fundamentais no apoio que os Super Dragões deram à s equipas nos mais variados momentos”.
“Não é por estar a passar um momento mais difÃcil que eu deixo de ser seu amigo, porque foi e espero que continue a ser um grande chefe de claque”, referiu.
O dirigente esclareceu ainda que nada do que se está a passar coloca o FC Porto em causa.
“As envolvências do que pode estar em causa é a vida privada das pessoas e eu não tenho nada a ver com isso. Como lÃder dos Super Dragões foi sempre exemplar”, frisou.
Na quarta-feira, a PSP deteve 12 pessoas – incluindo dois funcionários do FC Porto e o lÃder dos Super Dragões, Fernando Madureira -, no âmbito da Operação Pretoriano, que investiga os incidentes verificados numa Assembleia Geral (AG) extraordinária do clube.
De acordo com documentos judiciais, aos quais a agência Lusa teve acesso, o Ministério Público sustenta que a claque Super Dragões pretendeu “criar um clima de intimidação e medo” na AG do FC Porto, em 13 de novembro de 2023, na qual houve incidentes, para que fosse aprovada a revisão estatutária, “do interesse da atual direção” ‘azul e branca’.
A Procuradoria-Geral Distrital do Porto divulgou que estão em causa “crimes de ofensa à integridade fÃsica no âmbito de espetáculo desportivo ou em acontecimento relacionado com o fenómeno desportivo, coação e ameaça agravada, instigação pública a um crime, arremesso de objetos ou produtos lÃquidos e ainda atentado à liberdade de informação”.
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