
Lisboa, 03 fev 2024 (Lusa) — O antigo presidente da IL, João Cotrim Figueiredo, aconselhou hoje os adversários polÃticos a não subestimarem o partido, defendendo que no dia 10 de março “o único voto útil é na Iniciativa Liberal”.
Na intervenção de Cotrim Figueiredo na apresentação do programa eleitoral da IL à s eleições legislativas, que foi aplaudida de pé pelos presentes no Capitólio, em Lisboa, o deputado disse esperar um “dia glorioso” para a IL em 10 de março e antecipou “um enorme resultado”.
Dirigindo a primeira mensagem aos eleitores – excecionando os açorianos que hoje estão em dia de reflexão devido à s eleições regionais de domingo — o antigo presidente da IL disse perceber “a angústia em que estão” para “escolher o voto certo no dia 10 de março”.
“Olham à vossa volta e já perceberam que não vai ser o PS que vos vai dar as respostas que não deu. Olham para as alternativas e não se entusiasmam muito com o PSD, que não parece trazer assim muita coisa de novo”, referiu.
Na opinião de Cotrim Figueiredo, estes eleitores angustiados também sabem que a solução não passa pelo Chega porque se olhar “para além da gritaria e daquela boçalidade e daquela infantilidade”, o partido de André Ventura “é tão ou mais estatista do que o PS”.
“Mas com uma diferença: o PS ao menos aprendeu finalmente a fazer contas, o Chega nem isso”, ironizou.
A mensagem aos eleitores, “sem os dos Açores” — numa referência implÃcita à polémica com a Comissão Nacional de Eleições sobre esta apresentação de hoje – foi “simples e em coro”: “O único voto útil no dia 10 de março é na Iniciativa Liberal”.
Mas o cabeça de lista da IL à s próximas europeias também tinha um recado para os “adversários da Iniciativa Liberal”, que deixou em forma de “conselho de amigo”.
“Não subestimem a Iniciativa Liberal. Já mostrámos a força das nossas ideias”, avisou, considerando que o partido tem capacidade para fazer “grandes campanhas eleitorais”,
Neste momento, o antigo presidente da IL pediu uma “enorme salva de palmas” para o seu sucessor na liderança, Rui Rocha, elogiando a sua inteligência, coragem e convicção”.
“Para nós quem mora perto, mas diz que mora longe só para receber mais umas ajudas do parlamento não tem condições para ser candidato a nada e não interessa se diz que mora em Angola ou em Aveiro. Não tem condições. Isto é ser liberal”, criticou ainda, numa referência implÃcita à s notÃcias que envolvem o atual lÃder do PS, Pedro Nuno Santos, ou o ex-deputado do PSD Maló de Abreu.
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