
Damasco, 03 fev 2024 (Lusa) — O exército da SÃria declarou hoje que a ocupação do seu território pelos Estados Unidos “não pode continuar”, um dia após os ataques norte-americanos que, segundo os militares sÃrios, causaram mortos, feridos e danos significativos.
Os Estados Unidos atacaram o território sÃrio na sexta-feira, em retaliação ao ataque com ‘drones’ que matou três soldados norte-americanos no final de janeiro numa base na Jordânia, perto da fronteira com a SÃria.
Estes ataques dos EUA resultaram “na morte de vários civis e soldados, feridos e danos significativos”, segundo um comunicado de imprensa do exército sÃrio, parte integrante do Governo do Presidente do paÃs, Bashar Al-Assad, aliado do Irão e da Rússia.
“A ocupação de certas partes do território sÃrio pelas forças norte-americanas não pode continuar”, referiu a nota, acrescentando a determinação do exército “em libertar todo o território sÃrio do terrorismo e da ocupação”.
Os Estados Unidos afirmaram na sexta-feira que realizaram ataques de retaliação bem-sucedidos contra as forças de elite iranianas e grupos pró-iranianos no Iraque e na SÃria. A intervenção durou aproximadamente trinta minutos e foi “um sucesso”, afirmou a Casa Branca.
De acordo com o Observatório SÃrio para os Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 18 combatentes pró-iranianos foram mortos no leste da SÃria.
Cerca de 900 soldados norte-americanos estão destacados na SÃria e 2.500 no Iraque, como parte de uma coligação internacional ‘antijihadista’ criada para combater o grupo Estado Islâmico (EI), quando este controlava áreas inteiras do território sÃrio e iraquiano.
A derrota do EI na SÃria foi declarada em 2019 [e no Iraque em 2017], mas a coligação permaneceu no paÃs para lutar contra as células terroristas que continuam a realizar ataques no paÃs.
Desde meados de outubro, mais de 165 ataques com ‘drones’ e ataques de foguetes tiveram como alvo forças norte-americanas destacadas no Iraque e na SÃria, mas nenhum militar norte-americano foi morto, até ao ataque perpetrado em 28 de janeiro na Jordânia.
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