
Beirute, 01 fev 2024 (Lusa) — O Hezbollah reivindicou hoje ataques contra “equipamento de espionagem” e radares do Exército israelita na zona disputada das Quintas de Shebaa, enquanto Telavive disse que atingiu um posto militar do grupo xiita no sul do LÃbano.
Este movimento indicou, em comunicado que o ataque foi realizado com “armas apropriadas” e acrescentou que “há ataques diretos”, referindo ainda que a ofensiva ocorre “em apoio ao firme povo palestiniano na Faixa de Gaza e à sua corajosa e honrada resistência”, segundo a rede de televisão Al Manar, ligada ao grupo.
O Exército israelita, por sua vez, indicou que um dos seus aviões bombardeou uma “estrutura militar da organização terrorista Hezbollah” em Tir Harfa, no sul do LÃbano, não havendo, para já, informações sobre vÃtimas.
“Durante este dia, vários foguetes foram detetados do LÃbano contra território israelita nas áreas de Metula e Kiryat Shmona. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) atacaram os locais dos disparos”, sublinharam os israelitas.
O Chefe do Estado-Maior das IDF, o tenente general Herzi Halevi, viajou até a fronteira entre Israel e o LÃbano para avaliar a situação na área, após repetidos ataques em ambos os lados da fronteira.
Halevi sublinhou que Israel só permitirá que os residentes da zona fronteiriça regressem à s suas casas “quando for seguro”. Quase 80 mil pessoas deixaram este território após os primeiros ataques do Hezbollah.
A fronteira entre Israel e o LÃbano vive o seu maior pico de tensão desde a guerra de 2006, com uma intensa troca de tiros que começou em 08 de outubro, um dia depois do inÃcio da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano islâmico Hamas, aliado do Hezbollah.
As tensões entre Israel e o Hezbollah, movimento apoiado pelo Irão, aumentaram após a morte, no inÃcio de janeiro, do ‘número dois’ do Hamas, Salé al Aruri, e de seis outros membros do grupo, incluindo dois altos funcionários do seu braço armado, as Brigadas Al Qassam, num atentado à bomba em Beirute, atribuÃdo ao Exército israelita.
O ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, garantiu esta semana que as suas tropas “estão prontas e preparadas para uma campanha a norte”.
O risco de um confronto aberto é cada vez mais elevado na fronteira, onde já morreram mais de 230 pessoas, a maioria destas nas fileiras do Hezbollah, que confirmou 176 vÃtimas, algumas na SÃria.
Do lado israelita, 18 pessoas morreram na fronteira norte, incluindo doze soldados e seis civis, enquanto no LÃbano morreram cerca de 20 membros de milÃcias palestinianas, um soldado e 24 civis, incluindo três crianças e três jornalistas.
O atual conflito foi desencadeado por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns no dia 07 de outubro, segundo as autoridades israelitas.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva aérea, marÃtima e terrestre contra a Faixa de Gaza, um pequeno enclave palestiniano com cerca de 2,3 milhões de habitantes.
A guerra causou 27.019 mortos na Faixa de Gaza, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério da Saúde do movimento islamita, que controla o território desde 2007.
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