
Genebra, 01 fev 2024 (Lusa) – Um grupo de funcionários dos consulados em Genebra e Zurique anunciou hoje um processo judicial contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros, por considerar que estão a ser prejudicados pela nova tabela salarial destes funcionários públicos.
“Esta decisão surge na sequência da falta de resposta do MNE à s reclamações que apresentaram ao ministro João Cravinho, no âmbito da recente alteração da tabela salarial dos funcionários dos Consulados e Embaixadas, a qual é considerada pelo governo como uma ‘decisão histórica’ que “muito valoriza a carreia dos funcionários consulares'”, lê-se na nota enviada à Lusa.
No texto, este grupo de funcionárias argumenta que “tendo atingido o topo da carreira do pessoal administrativo consular há vários anos, mais de uma centena de funcionários em todo o mundo foram inexplicavelmente relegados para a base da tabela salarial, como se estivessem apenas agora a iniciar as suas carreiras, passando a auferir salários muito inferiores aos seus colegas mais recentes”.
Em causa está a alteração nas regras das carreiras dos funcionários consulares que, segundo este grupo, prejudica quem está há mais tempo na carreira, inclusivamente reduzindo o vencimento.
Os trabalhadores consulares prometem “interpor ações judiciais contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros, e encorajar os restantes funcionários afetados noutros postos consulares em todo o mundo a seguir o mesmo caminho, de forma que uma ‘chuva de processos judiciais’ recaia sobre o MNE”.
Na missiva, os funcionários “reiteram o apelo ao Ministro dos Negócios Estrangeiros para reconsiderar urgentemente a decisão anómala que foi tomada, restabelecendo não apenas a justiça salarial, mas também a confiança dos trabalhadores no respeito pelos seus direitos e contribuições ao serviço público”, apelam aos partidos polÃticos para pressionar o Governo e afirmam que a nova tabela “desconsidera não apenas a sua experiência, mas também compromete a sua dignidade profissional de funcionários que dedicaram a maior parte das suas vidas profissionais a servir dignamente o Estado português”.
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